Turismo

Trem Minas-SP: saiba 5 curiosidades sobre a viagem

O trajeto turístico cruza a Serra da Mantiqueira e resgata a história da antiga ferrovia entre Minas Gerais e São Paulo


Créditos da imagem: Reprodução — Redes sociais
Viagem de trem entre MG e SP revive antiga ferrovia Expresso Mantiqueira percorre linha usada desde o século 19 e reúne paisagem, memória ferroviária e turismo

Ana Clara Parreiras

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08/01/26 às 20:10
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O Expresso Mantiqueira voltou a circular como atração turística entre Minas Gerais e São Paulo, retomando um trecho ferroviário que ficou décadas sem transporte de passageiros.

A viagem acontece na Serra da Mantiqueira e utiliza uma locomotiva histórica para conduzir visitantes por pontos ligados à formação da ferrovia. Confira abaixo 5 curiosidades sobre a viagem Trem Minas-SP.



Linha que marcou a ligação entre dois estados

Os trilhos que hoje recebem o Expresso Mantiqueira começaram a operar no fim do século 19, conectando Cruzeiro, no interior paulista, a Passa Quatro, no Sul de Minas. Durante mais de um século, a ferrovia foi usada para o deslocamento de pessoas e cargas. O transporte de passageiros foi encerrado em 1991 e só voltou a receber público recentemente, agora com foco no turismo.

Presença do Império na inauguração

A ferrovia faz parte do traçado da antiga Estrada de Ferro Minas e Rio, inaugurada ainda no período imperial. Dom Pedro II participou da abertura da linha e registrou o momento em uma fotografia feita em frente ao Túnel da Mantiqueira, que se tornaria um dos principais marcos do percurso.

Túnel guarda memória de conflitos

Além de marcar a divisa entre Minas Gerais e São Paulo, o Túnel da Mantiqueira esteve no centro de confrontos durante a Revolução Constitucionalista de 1932. A área foi usada como ponto estratégico e segue ligada à memória do conflito, inclusive no nome da estação Coronel Fulgêncio.

Trecho atual e planos de ampliação

Atualmente, o trem opera em um segmento restaurado de cerca de sete quilômetros. A iniciativa busca manter a ferrovia ativa e preservar seu valor histórico, com planos de, no futuro, ampliar o trajeto e recuperar uma parte maior da antiga ligação entre os dois estados.

Locomotiva dos anos 1950

A viagem é feita com uma locomotiva diesel-elétrica fabricada em 1958, que puxa um vagão aberto, no modelo jardineira, com capacidade para pouco mais de 50 passageiros. O uso de equipamentos antigos faz parte da proposta de recriar a experiência ferroviária de outras décadas.