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Porta dos Fundos e Netflix vencem processo de ofensa a cristãos por Jesus gay

Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura alegou que 'A Primeira Tentação de Cristo' ofende a fé católica e pediu indenização de R$ 2 milhões



Créditos da imagem: Divulgação Netflix
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Cena do especial de Natal do Porta dos Fundos 'A Primeira Tentação de Cristo'
Redação Sou BH
27/04 às 09:47
Atualizado em 27/04 às 09:50

A produtora Porta dos Fundos e a Netflix venceram o processo movido pelo grupo católico Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura por conta do filme 'A Primeira Tentação de Cristo', lançado em 2019. A entidade religiosa alegava que o filme ofendia a fé católica e cobrava indenização de R$ 2 milhões, R$ 0,02 por católico brasileiro.

O especial traz uma versão de Jesus Cristo, interpretado por Gregório Duvivier, insinuando que ele teria vivido uma experiência homossexual durante os seus 40 dias no deserto. O Tribunal de Justiça do Rio negou o pedido, afirmando que uma obra de humor não tem o poder de abalar os fundamentos de uma religião.

"Um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos. Assim, mantendo-se as rés dentro do espectro da legalidade, entendo que também não merece amparo o pedido de indenização por dano moral", afirma um trecho da decisão da juíza Adriana Sucena Monteiro, da 16ª Vara Cível.

Em sua decisão, a magistrada disse que não irá condenar o Centro Dom Bosco a pagar os honorários de advogados e custas e despesas processuais do Porta dos Fundos. Segundo ela, "não foi comprovada má-fé" por parte dos acusadores.

Mas, afinal, o filme é ofensivo ou não? Assista e forme sua própria opinião.

Clique aqui para assistir o longa na Netflix.