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Avião 'pousa' em teto de shopping em Contagem

Boeing do Só Marcas Auto Shopping será transformado em museu



Créditos da imagem: Divulgação
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O avião, que tem capacidade para 100 passageiros, pesa cerca de 15 toneladas, pertencia à antiga Vasp e foi arrematado pelo empresário Mário Valadares, em 2014
Thiago Alves
26/01 às 08:36
Atualizado em 26/01 às 18:42

Após ficar por mais de seis anos escondida no pátio do Só Marcas Auto Shopping, em Contagem, na Grande BH, a aeronave Boeing 732-200 foi içada, nesta terça-feira (25), para a laje do estabelecimento localizado na avenida Babita Camargos. O avião, que tem capacidade para 100 passageiros, pesa cerca de 15 toneladas, pertencia à antiga Vasp e foi arrematado pelo empresário Mário Valadares, em 2014. A previsão é de a aeronave ficar pelos próximos anos no local e ser transformada em uma espécie de museu, contando as histórias de quem já viajou dentro da estrutura.

O Boeing 737-200, do mesmo modelo do Só Marcas Auto Shopping, serviu como avião presidencial brasileiro de 1976 a 2010. A aeronave recebeu o apelido de “Sucatinha” e transportou os presidentes Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O Papa João Paulo II também foi transportado neste modelo de avião em sua visita ao Brasil, em 1980.

Aeronave quase veio para BH

Em maio de 2021, Valadares obteve permissão do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte para colocar a aeronave no alto do Shopping BHOutlet, no Bairro Belvedere, Região Centro-Sul da capital, também de sua propriedade. No entanto, o plano foi cancelado por falta de viabilidade técnica e econômica para a remoção do avião.

“Infelizmente, o avião ficou em uma posição que nos impede de removê-lo do Só Marcas. Consultamos um engenheiro especializado do Aeroporto de Guarulhos (SP) e as opções são inviáveis. Teríamos de sair abrindo o shopping. Ou então cortar a aeronave, toda, partir a fuselagem, remover as asas e o leme. Uma operação tecnicamente muito difícil e um custo altíssimo que não se justificaria mais”, explicou Valadares, na época, em entrevista concedida ao jornal Estado de Minas.