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Café gelado em entrevista: Geração Z desafia a etiqueta profissional

O que parece um simples copo de café gerou uma discussão global sobre profissionalismo; saiba se o hábito pode custar uma vaga de emprego


Créditos da imagem: Freepik
Mão segura copo de café gelado com canudo azul e camisa branca ao fundo O café gelado que reacendeu a discussão sobre a etiqueta profissional em entrevistas de emprego e as normas da Geração Z no trabalho

Ana Clara Parreiras

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30/09/26 às 11:38 - Atualizado em 30/09/26 às 12:21
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Levar café na entrevista de emprego virou motivo de debate nas redes sociais depois que uma recrutadora dos Estados Unidos criticou o hábito entre candidatos da geração Z. A discussão começou após um vídeo publicado pela recrutadora Caitlin Wehniainen no TikTok, no qual ela questionou a escolha de aparecer com um café gelado durante uma entrevista.

Segundo Wehniainen, o café na entrevista de emprego pode transmitir a impressão de que o encontro é apenas mais uma tarefa na agenda do candidato. Para ela, a atitude é informal demais para ambientes corporativos tradicionais. A recomendação é consumir a bebida antes ou depois da entrevista.



A publicação dividiu opiniões. Parte dos usuários defendeu que entrevistas fazem parte da rotina e que levar uma bebida não deveria ser interpretado como falta de profissionalismo. Outros argumentaram que existem códigos de comportamento esperados em processos seletivos.

O criador de conteúdo Josh Lora, conhecido como @tellthebees, afirmou que candidatos que chegam com café gelado podem correr o risco de prejudicar suas chances de contratação. Ele criticou a ideia de tratar o hábito como uma forma de rebeldia sem considerar as possíveis consequências.

@caitlinrecruiter

Coffee & interviews … finish it beforehand 😅

♬ Rain on the Spool – Jazz Rocks Triangle

Café na entrevista de emprego é considerado inadequado?

Entre especialistas em recrutamento, não há consenso sobre o assunto.

Megan Slabinski, presidente regional da Robert Half, disse que não recomendaria levar a bebida. Segundo ela, embora seja improvável que o café determine sozinho a decisão sobre um candidato, manter as mãos livres pode facilitar o cumprimento e evitar distrações durante a conversa.

Trent Cotton, diretor da plataforma iCIMS, tem uma avaliação diferente. Para ele, não há uma diferença significativa entre levar café ou água para a entrevista, especialmente porque bebidas costumam ser oferecidas aos candidatos durante esses encontros.

Na avaliação de Cotton, rejeitar um profissional por causa de uma bebida pode indicar uma preocupação excessiva com um detalhe que não está relacionado às suas qualificações.

Geração Z questiona etiqueta profissional

A discussão sobre o café na entrevista de emprego também se relaciona às mudanças na entrada da geração Z no mercado de trabalho. Muitos desses profissionais começaram suas carreiras durante a pandemia, quando entrevistas, reuniões e outras etapas dos processos seletivos passaram a ocorrer de forma remota.

Slabinski afirma que esse contexto contribuiu para transformar algumas normas de comportamento profissional. Para muitos jovens, as primeiras experiências com entrevistas ocorreram por videochamada, ambiente em que regras relacionadas à apresentação pessoal e ao consumo de bebidas podem ser diferentes.

Cotton acrescenta que parte dos profissionais mais jovens não teve contato com determinadas convenções do ambiente corporativo porque iniciou a carreira trabalhando remotamente.