Animal vivia no Zoo de BH desde 2000 e recebia tratamento diário para diabetes tipo 2 desde 2016
O chimpanzé Serafim viveu no Zoológico de Belo Horizonte por 26 anos e recebeu tratamento diário para diabetes desde 2016
O chimpanzé Serafim, de 38 anos, morreu nesta quinta-feira (17) no Zoológico de Belo Horizonte. De acordo com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), o animal apresentava um quadro clínico irreversível e sem possibilidade de controle das possíveis dores.
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A decisão de interromper o sofrimento do chimpanzé foi tomada de forma humanitária, com acompanhamento veterinário. O procedimento foi realizado na tarde de quinta-feira, após avaliação de uma comissão técnica formada por integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da equipe do zoológico.
Serafim era diagnosticado com diabetes tipo 2, doença crônica tratada diariamente desde 2016. O quadro fazia com que o chimpanzé dependesse de insulina. Ele também apresentava vasculopatia, condição relacionada ao diabetes que provoca comprometimento dos vasos sanguíneos e pode afetar a saúde de forma geral.
Após a realização dos exames necroscópicos, o corpo do animal será encaminhado ao Museu de História Natural da PUC Minas. A destinação será voltada para atividades de educação ambiental e pesquisas.
Chimpanzé Serafim nasceu no Zoológico de Barcelona, na Espanha, e foi transferido para o Zoo de Belo Horizonte em 28 de janeiro de 2000. Após o diagnóstico de diabetes, em 2016, a rotina de cuidados com o animal foi intensificada.
O chimpanzé passou a seguir um plano de manejo específico, que incluía a medição diária da glicose pela manhã e, quando necessário, aplicação de insulina e administração de medicamentos para controle e estabilização do quadro.
A alimentação também foi adaptada às necessidades de saúde do animal. Alimentos com alto índice glicêmico, como bananas maduras e melancia, eram oferecidos de forma controlada ou combinados com fontes de fibras, gorduras ou proteínas para ajudar na absorção do açúcar.
Entre os alimentos oferecidos regularmente estavam manga, banana, tomate, alface, taioba, beterraba, cenoura e milho verde cozidos. A dieta era organizada de acordo com as necessidades nutricionais e as preferências do chimpanzé.
Serafim viveu 26 anos no Zoológico de Belo Horizonte. Segundo a FPMZB, o animal se tornou um símbolo dos cuidados oferecidos pela equipe do espaço a animais com condições crônicas de saúde.
A expectativa média de vida de chimpanzés na natureza é de cerca de 30 anos, enquanto animais mantidos sob cuidados humanos podem ultrapassar os 40 anos. Durante sua permanência no Zoo de BH, Serafim recebeu acompanhamento contínuo para garantir o controle da diabetes e a manutenção da qualidade de vida.
A destinação do corpo para o Museu de História Natural da PUC Minas também integra as ações de educação ambiental, pesquisa e conservação de espécies desenvolvidas pelo zoológico.