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Eleições! Sou BH questiona candidatos sobre o turismo na capital

Sou BH entrevistou os 11 postulantes ao cargo de Prefeito de BH


Créditos da imagem: Divulgação
Candidatos à Prefeitura falam sobre o turismo na capital

Redação - SouBH

|
20/09/16 às 22:02 - Atualizado em 06/02/26 às 16:43
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No dia 2 de outubro, a população de Belo Horizonte vai às
urnas para escolher o próximo prefeito da capital mineira. Onze candidatos
estão na disputa em primeiro turno. Para auxiliar o belo-horizontino a decidir
seu voto, o Sou BH preparou uma série de entrevistas com os 11 postulantes à
vaga na Prefeitura.

Durante seis dias, vamos questionar os candidatos sobre
temas que envolvem as áreas de cultural, entretenimento e turismo da cidade. A
disposição das respostas é por ordem alfabética.

Belo Horizonte é uma cidade que ainda tem muito a ser
explorada em relação ao turismo. Recentemente, a Pampulha recebeu o prêmio de
Patrimônio Histórico da UNESCO, um importante reconhecimento internacional.
Como aproveitar essa e outras características de BH para alavancar o turismo em
nossa cidade? Foi isso o que perguntamos aos candidatos.

Confira abaixo as respostas!

Sou BH: Após a
Copa do Mundo e Olimpíada, qual é a proposta para alavancar o turismo de Belo
Horizonte?

Délio Malheiros
(PSD):
1. Criar o Programa
“Pampulha 2020”, com o objetivo de promover o Conjunto Moderno da Pampulha,
dando-lhe visibilidade nacional e internacional, por meio do desenvolvimento de
diversas ações, como a criação de meios de transporte aquático, instalação de
banheiros públicos no entorno, a implantação de ônibus turístico e a ampliação
da oferta de serviços turísticos.

2. Conferir aos
eventos e festivais da cidade o caráter de produtos turísticos, em especial o
Carnaval, o Arraial de Belô, a Virada Cultural, o Festival Internacional de
Teatro (FIT), o Festival de Arte Negra (FAN), o Festival Internacional de
Quadrinhos (FIQ).

3. Atuar para manter o
alto nível de qualificação da Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena,
consolidando e ampliando sua posição entre os atrativos turísticos de BH, com
reconhecimento do trabalho dos artesãos, levando em consideração o tempo de
atuação.

4. Incentivar feiras
especializadas na cidade como forma de atração turística, em especial a Feira
de Flores, adotando medidas para sua auto-sustentação.

5. Tornar a cidade
ainda mais amigável ao turista estrangeiro.

6. Intensificar a
promoção de Belo Horizonte junto aos turistas, viajantes a negócios e moradores
da RMBH, levando-os a conhecer a agenda cultural da cidade, seus atrativos, o
artesanato, a gastronomia, os monumentos, equipamentos culturais e espaços de
lazer, incentivando o consumo na cadeia produtiva do turismo, como restaurantes,
hotéis, teatros, cinema e centros de compras.

7. Manter constantes
ações de promoção que visam à interligação entre as cidades que possuem o
título de Patrimônio da Humanidade, como Congonhas, Ouro Preto e Diamantina,
para definições de estratégias em conjunto e atração de turistas.

8. Intensificar a
atração de eventos de relevância nacional e internacional, incluindo feiras de
negócios e congressos.

9. Viabilizar o Centro
de Convenções de Belo Horizonte, visando garantir a competitividade da cidade
para a realização de eventos, bem como apoiar o uso de outros espaços para
eventos.

10. Atuar de forma
proativa na busca de parcerias e fomento ao chamado “turismo médico”.

11. Valorizar o
Conselho Municipal de Turismo (Comtur) reconhecendo sua importância para o
setor.

Eros Biondini
(PROS):
Essa é uma das principais
bandeiras do nosso Programa. Transformar BH em referência turística nacional,
fomentando a economia local, gerando emprego e renda para a população.

O turismo vem
conquistando um espaço cada vez mais de destaque na sociedade brasileira e no
mundo. A capital mineira segue a mesma tendência com crescimento expressivo na
última década, sobretudo nos últimos anos, impulsionado pela Copa do Mundo de
Futebol, realizado em 2014 e pelas Olimpíadas de 2016, tendo nossa capital como
uma das sedes. Preliminarmente e, em linhas gerais, a despeito dos avanços
apresentados nos últimos anos na área do Turismo, Belo Horizonte ainda requer
investimentos para a construção de pelo menos um Centro de Convenções com
capacidade superior a 5 mil pessoas e estacionamento, Terminal Rodoviário
Turístico, a redução considerável do ISSQN para prestadores de serviços de
turismo, interlocução mais regular e qualificada entre a PBH, Belotur e o DER e
o DNIT e a desburocratização dos processos de licenciamento para transporte de
turismo, entre outros.

João Leite (PSDB):
Temos de tirar do papel o novo
Centro de Convenções, fundamental para atração de eventos para a capital,
fortalecendo o turismo de negócios. Além disso, vamos reestruturar a Belotur e
oferecer roteiros turísticos que traduzam a diversidade cultural de BH.
Atrativos não nos faltam, como o Circuito Cultural da Praça da Liberdade,
reconhecido como um dos mais importantes corredores culturais do país, e a
Pampulha, cuja manutenção do título de Patrimônio Cultural da Humanidade
depende do atendimento a uma série de condições estipuladas pela Unesco, que
nós vamos cumprir. Temos ainda o Aquário da Bacia do São Francisco, o maior de
água doce do Brasil, o Mercado Central, que é uma atração consolidada, e
eventos como o carnaval de rua e a virada cultural, entre outros, que receberão
a merecida atenção por parte da prefeitura.

Kalil (PHS):
Alavancar o turismo de Belo Horizonte é
trazer eventos. Eu já visitei o BH Convention & Visitors Bureau, conversei
com o pessoal de turismo de BH, e acho que se alavanca turismo em uma cidade
como a nossa fazendo um turismo de negócio, fomentando o turismo em bares,
restaurantes, casas noturnas, passeios. Basicamente, BH tem vocação para o
turismo de negócios.

Luis Tibé (PT do
B):
A primeira coisa é reconhecer
Belo Horizonte como um atrativo turístico, coisa que a atual gestão
definitivamente não faz. E para isso, temos que reestruturar a Belotur e
ampliar a relação com o trade, que é fundamental para alavancar o setor. É
preciso também levar qualificação para as pessoas que trabalham na Belotur e
nos Centros de Atendimento ao Turista. Além disso, precisamos fazer um trabalho
de reconhecimento e valorização dos nossos pontos turísticos, nossa cultura,
nossa gastronomia e o que tivermos de melhor, porque somos ricos nisso, mas não
estamos dando o devido valor.

Implementar uma
Política de Turismo de Negócios em BH, só será possível se houver investimento
na área, trazendo grandes feiras nacionais, congressos e eventos, viabilizando
a implantação, no município, de centros de convenções de grande ou médio porte.

Belo Horizonte pode se
tornar um destino turístico como Ouro Preto, Mariana ou Inhotim e deixar de ser
uma cidade dormitório. Juscelino Kubitschek e a Unesco estão nos dando a
oportunidade de colocar nossa cidade no radar do turismo internacional com o
título da Pampulha. Só nos resta saber aproveitar este pontapé.

Marcelo Álvaro
Antônio (PR):
A gestão municipal
deve ter um olhar sensível para o turismo em BH e reconhecer suas vocações com
incentivos e estímulos. O turismo de negócios deve ser potencializado. A PBH
tem que ser parceira de empresas e associações e trazer para cá ainda mais feiras,
eventos e congressos relacionados aos principais setores econômicos do estado.

Além disso, campanhas
sobre nossos patrimônios como o Mercado Municipal e Conjunto Arquitetônico da
Pampulha devem ser estimulados em nível nacional e internacional, com foco no
aumento gradativo do tempo de permanência e consumo de visitantes na cidade.
Temos inúmeras opções gastronômicas, culturais, de lazer, de compras e de
artesanato na capital mineira, além de nossa vocação natural para bares e
restaurantes. Tudo isso pode e deve crescer a partir de um olhar sensível do
prefeito.

Maria da
Consolação (PSOL):
Se a cidade
for boa para os belo-horizontinos e para os mineiros, ela será também para os
turistas. Por isso, vamos investir nas praças, ruas e parques. Implantar infraestrutura
segura de lazer para as crianças nas praças. Vamos apoiar as iniciativas
populares na área da cultura e da economia criativa e o Carnaval autônomo,
inclusivo e diverso. Vamos incentivar o turismo LGBT, Jovem e Idoso, criando a
marca BH Cidade Internacional da Diversidade, nossa maior qualidade.

Reginaldo Lopes
(PT):
O candidato não respondeu
no prazo solicitado.

Rodrigo Pacheco
(PMDB):
O turismo é uma das
atividades impulsionadoras da economia, com grande potencial para movimentar a
renda local. Em Belo Horizonte, o turismo de negócios, a partir de eventos,
feiras, congressos nacionais e internacionais, pode ser uma vocação melhor
explorada. Porque este setor ainda deixa a desejar. Temos dados do Observatório
do Turismo que apontam que nossa receita em 2013 foi de R$ 3,1 bilhões. E, em
2015, o valor estimado foi de R$ 2,4 bilhões. Ou seja, perdemos receita.
Porque, entre outras coisas, não contamos com um centro de convenções moderno,
que comporte até mesmo as demandas tecnológicas atuais, o que torna necessário
a construção de um. Precisamos contar com toda a estrutura preparada para
atrair para Belo Horizonte eventos de grande porte. Já contamos com uma rede
hoteleira robusta, em virtude da Copa do Mundo. E o Conjunto Arquitetônico da
Pampulha, que recentemente recebeu o título de Patrimônio Cultural da
Humanidade, será como tratado como prioridade na nossa gestão, e cumpriremos
todas as condicionantes, entre elas a limpeza da Lagoa da Pampulha.

Sargento Rodrigues
(PDT):
A administração precisa primeiro
entender as potencialidades turísticas da cidade. Os serviços, a cultura e os
eventos são o ponto alto da atração de pessoa, esses setores precisam ser
potencializados. E não é difícil, basta que a prefeitura tenha uma burocracia
menos burra e pare de atrapalhar quem quer investir e empreender na cidade.

Vanessa
Portugal (PSTU):
Houve durante o período pré-copa um processo
de especulação que gerou a construção de uma rede hoteleira que não condiz com
as necessidades da cidade, acreditamos que parte desta rede construída terá de
ser destinada a outras atividades de relevância social na cidade, para diminuir
o déficit habitacional, por exemplo. O que não elimina ações de fomento às
produções culturais na cidade (responderemos com mais detalhes na pergunta
abaixo), ao incentivo aos empreendedores familiares da culinária mineira e ao
incentivo e divulgação da produção artesanal da cidade.


Quer saber a posição dos candidatos sobre a Lei do Silêncio? Clique aqui.