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Eleições! Candidatos falam ao Sou BH sobre o carnaval da capital

Sou BH entrevistou os 11 postulantes ao cargo de Prefeito de BH


Créditos da imagem: Divulgação
Candidatos à Prefeitura falam sobre o Carnaval de BH

Redação - SouBH

|
23/09/16 às 18:57 - Atualizado em 06/02/26 às 16:43
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No dia 2 de outubro, a população de Belo Horizonte vai às
urnas para escolher o próximo prefeito da capital mineira. Onze candidatos
estão na disputa em primeiro turno. Para auxiliar o belo-horizontino a decidir
seu voto, o Sou BH preparou uma série de entrevistas com os 11 postulantes à
vaga na Prefeitura.

Durante seis dias, vamos questionar os candidatos sobre
temas que envolvem as áreas de cultural, entretenimento e turismo da cidade. A
disposição das respostas é por ordem alfabética.

O tema de hoje é o carnaval, festa que nos últimos anos
tomou as ruas da capital mineira com milhões de foliões. Qual é a posição de
cada um dos candidatos em relação à realização da festa em espaços públicos?

Confira abaixo as respostas!

Sou BH: Nos
últimos anos, a população belo-horizontina tomou as ruas da cidade no Carnaval,
com blocos e festas. A capital tornou-se uma referência nacional da festa e
atraiu turistas de vários cantos do Brasil. Haverá incentivo para essa e outras
festividades nos espaços públicos?
 

Délio Malheiros
(PSD):
Dentre as propostas
estão: 

– Manter os festivais
e eventos já consolidados, como o Carnaval, o Arraial de Belô, a Virada
Cultural, o Festival Internacional de Teatro (FIT), o Festival de Arte Negra
(FAN), o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), e conferir-lhes o caráter
de produtos turísticos de relevância e incentivar a realização de novos.

Eros Biondini
(PROS):
Em nosso Programa de
Governo, citamos a consolidação da Avenida Afonso Pena como espaço para os
desfiles de escolas de samba e blocos caricatos do Carnaval BH. Além disso, em
diversos momentos também prevemos programas como o “BH Todo Dia”, que seria um
conjunto de ações para ligar a Cultura e o Turismo, incentivando a apresentação
diária dos artistas, divulgado por meio de um guia informativo sobre os
eventos, locais, dentre outros. Além disso, se eleito, pretendo ampliar a
promoção de campanhas de divulgação e identificação dos espaços públicos, tais
como os museus, centros culturais, parques e teatros, estimulando os grupos
locais a construírem uma agenda de apresentações no Projeto Cultura Itinerante.

João Leite (PSDB):
O carnaval de rua é hoje um
patrimônio da cidade. É uma conquista dos artistas.  A prefeitura terá sempre uma postura de
diálogo com os blocos e grupos. Vamos apoiar a realização da festa, garantindo
a infraestrutura necessária como transporte, limpeza urbana, segurança e banheiros
públicos. E não é apenas o carnaval. 
Vamos incentivar outras manifestações artísticas e culturais. Queremos
fortalecer o uso de espaços públicos, ruas e praças. Apoiar o Festival
Internacional de Teatro, o FIT-BH, a Virada Cultural, e outros eventos que
levam cultura e lazer para os belo-horizontinos, com programação diversificada,
gratuita ou a preços populares.

Kalil (PHS):
Claro. Eu sempre fui a favor como
cidadão. Agora, cabe à prefeitura, somente, dar a proteção, a segurança e a
limpeza do local. Está dando certo e não tem que mexer.

Luis Tibé (PT do
B):
Eu tenho acompanhado de
perto, como folião, os últimos anos do carnaval em Belo Horizonte. Esse ano,
foi fantástico ver o Chama o Sindico abrindo o carnaval na Afonso Pena, o
Baianas Ozadas com ainda mais gente brincando… Adoro o carnaval de rua. O que
eu percebo, é que a festa na nossa cidade nasceu de uma manifestação espontânea
de grupos culturais, regionais, sociais e até mesmo políticos. Eu acho isso
ótimo. É lindo e não pode ser interrompido e nem dificultado pelo poder
público. O que cabe à prefeitura, neste caso, é garantir estrutura para que a
festa aconteça de forma limpa e segura para todos, sem exceção.

Além disso, em nosso
Plano de Governo uma das diretrizes é “Orgulho de Ser BH” e como pilar a
proposta de ocupar a cidade. Precisamos resgatar a alegria de morar em Belo
Horizonte. Vamos fazer uma administração que vai valorizar os espaços públicos,
revitalizando parques e praças para que voltemos a aproveitar o que BH tem de
melhor. Precisamos devolver os espaços públicos a nossa população. Promover
mais e proibir menos.

Marcelo Álvaro
Antônio (PR):
Temos dito que
queremos devolver BH para os belo-horizontinos. As pessoas têm todo o direito
de ocupar as ruas e praças da cidade. Nesse sentido, a gestão municipal tem a
obrigação de ser parceira dos movimentos culturais da cidade, seja nas festas
populares, na música, na arte, no teatro ou no cinema. Toda e qualquer
manifestação popular cultural terá amplo apoio de nossa parte. Os movimentos
culturais populares em BH são legítimos e terão de nossa parte um diálogo
aberto. Queremos dialogar com todos os seguimentos.

Maria da
Consolação (PSOL):
Bom lembrar
que o Carnaval ressurgiu da resistência da juventude e dos movimentos culturais
contra os desmandos Prefeito Marcio Lacerda. Então, o nosso carnaval não é o
carnaval privatizado ou das maracutaias entre políticos e grandes empresas.
Nosso carnaval é público, de rua, feito pelas pessoas solidárias, que amam a
cidade e promovem alegria e diversão. Na Prefeitura, vamos garantir
infraestrutura e regionalizar, pois é esse espírito coletivo, criativo e
tranquilo que tem atraído tantos turistas para a cidade.

Reginaldo Lopes
(PT):
O candidato não respondeu
no prazo solicitado.

Rodrigo Pacheco
(PMDB):
Queremos uma cidade para
todos e os espaços públicos são da população. Queremos que as pessoas voltem
para as ruas, ocupem praças e parques. Isso é bom para o desenvolvimento
econômico e social. A prefeitura deve incentivar o uso do espaço urbano. Agora,
tudo deve ser feito a partir do diálogo entre o poder público e a sociedade. Na
nossa gestão, vamos estabelecer uma relação na qual o cidadão terá participação
nas decisões. O Carnaval é uma manifestação popular e terá todo incentivo. A
retomada do Carnaval – vale lembrar que isso só aconteceu pela vontade popular,
sem nenhum apoio governamental – é importante não só para a economia, mas
também para a identidade do belo-horizontino e o resgate da história e da
memória da cidade. E não só o Carnaval merecerá nossa atenção, mas festivais de
teatro, gastronomia, dança e música, por exemplo, receberão incentivos porque
acreditamos na vocação cultural de Belo Horizonte e valorizamos a produção dos
artistas da cidade.

Sargento Rodrigues
(PDT):
Nosso plano de governo
prevê a criação do Conselho Popular de Carnaval, essa é uma festa das pessoas e
da cidade e são justamente elas que precisam decidir como a prefeitura pode
ajudar. Por meio desse conselho a prefeitura vai escutar as demandas e negociar
o que é possível fazer dentro da realidade. Sobre as outras festas e
manifestações culturais, a prefeitura só precisa desburocratizar e incentivar
as pessoas a a produzirem cultura no espaço público.

Vanessa Portugal
(PSTU):
A melhor forma de
valorizar os espaços públicos é quando a população organizada o ocupa. A
prefeitura tem que permitir a auto organização tanto no carnaval, quanto dos
festivais, o que deve ser feito via os conselhos populares e garantir a
infraestrutura e divulgação. O favorecimento das empresas que são
“patrocinadoras” dos eventos acabou se tornando em uma forma de cercear os
criadores destes eventos.