Febre do Oropouche: há riscos de surto em Belo Horizonte? Entenda

Sintomas da doença transmitida principalmente por mosquitos é semelhantes aos da dengue e chikungunya

Créditos da imagem: Elena Goosen/istock
Atualmente, não há um tratamento específico para a Febre do Oropouche, sendo recomendado apenas o tratamento sintomático e acompanhamento médico
Redação Sou BH
01/03 às 07:26
Atualizado em 01/03 às 07:26

Autoridades de saúde estão em alerta após a confirmação do primeiro caso de Febre do Oropouche (FO) no estado do Rio de Janeiro. Um homem de 42 anos, após retornar de uma viagem ao Amazonas, apresentou sintomas da doença, região onde já foram confirmados 1.398 casos este ano.

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Origem e transmissão da FO

A Febre do Oropouche é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos, envolvendo o vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV). A infecção ocorre quando mosquitos infectados picam humanos, podendo resultar em sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya.

Sintomas da Febre do Oropouche

Os principais sintomas incluem:

  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Dor nas articulações
  • Náusea
  • Diarreia

Estes sintomas podem complicar diagnósticos clínicos devido à semelhança com outras doenças transmitidas por mosquitos.

Ciclos de transmissão da FO

A doença possui dois ciclos de transmissão:

  • Ciclo Silvestre: Envolve animais selvagens e certos tipos de mosquitos como o Culicoides paraenses.
  • Ciclo Urbano: Onde os humanos são os principais portadores, com o maruim e, ocasionalmente, o Culex quinquefasciatus atuando como vetores.

Tratamento e notificação

Atualmente, não há um tratamento específico para a Febre do Oropouche, sendo recomendado apenas o tratamento sintomático e acompanhamento médico. Todos os casos devem ser notificados devido ao potencial epidêmico e capacidade de mutação do vírus.

Riscos de surto e medidas preventivas

Apesar do caso "importado" no Rio, especialistas consideram baixo o risco de um surto em Belo Horizonte ou em âmbito nacional neste momento. Contudo, a vigilância epidemiológica é essencial para prevenir a transmissão local e possíveis surtos.