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Ficção e realidade: análise a partir de Coringa, filme debatido no Sou BH Talks

Pati Lisboa conversou com Luciana Carvalho, Matheus Santos e Patrcik Simon, que refletiram sobre saúde mental e outros apontamentos importantes



Créditos da imagem: Liliana Queiroz + Eduardo Pacheco + Caroline Generoso
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Redação
18/07/20 às 20:00
Atualizado em 21/07/20 às 19:10

“A pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”. Essa é uma das frases mais marcantes do filme Coringa, que apresenta um tema tão importante, a saúde mental, e também norteadora do Sou BH Talks do último domingo (19/07), onde Patrícia Lisboa bateu um papo com a psicóloga clínica especialista em luto, suicídio e cuidados paliativos, Luciana Carvalho; com o psicólogo e psicanalista fundador das empresas Friends e Escutaqui, Matheus Santos e o publicitário e professor Patrick Simon.

Os participantes ressaltaram como o filme apresenta uma realidade tão presente em nossa sociedade, mas que muitas vezes fechamos os olhos para sua existência, que é a negligência com a saúde do doente mental. E ainda, como os problemas psicológicos, no momento delicado em que vivemos, têm aumentado, e o nosso papel de escuta e acolhimento com o outro.

Matheus Santos conta como viu o impacto que o filme causou nas pessoas nos cinemas. “Coringa escancara o real através da ficção. Lembra a todo mundo a possibilidade do espelhamento que a nossa fantasia tem com a realidade que é assistida”, comenta, chamando atenção para o fato de que o longa retrata problemas do personagem tão comuns na vida real.

Para Patrick Simon, “Há muitos pontos de contato com a realidade, e com o momento em que estamos vivendo. É preciso, principalmente, ter empatia com a dor do outro”, analisa.

Luciana Carvalho ainda chama atenção para a necessidade da sociedade e sistema de saúde tratarem a doença mental com a mesma importância de qualquer outra doença. “Uma doença mental mata tanto quanto, às vezes até mais, uma doença pulmonar, do coração, etc. Se não forem tratadas, podem colocar a própria vida em risco, quanto a das pessoas em volta”, comenta.

Muito além da ajuda profissional, precisamos refletir o nosso papel na escuta com o outro. “Muitas vezes, o que a pessoa adoecida precisa, não que isso vá resolver, é ser escutada e acolhida, e depois ela vai ser encaminhada para um profissional especializado”, concluiu Luciana.

Pati Lisboa e os participantes ressaltaram a importância de se buscar ajuda psicológica, principalmente durante o isolamento social.

Luciana finaliza chamando atenção para a saúde mental dos homens, retratada na figura do personagem central de Coringa. A psicóloga afirma que os homens têm maior dificuldade em pedir ajuda, e assim, a saúde mental mais afetada em relação às mulheres. “Homens, entendam que o papel de vocês não é o de que tem que dar conta de tudo, que não pode mostrar fragilidade, isso não diminui vocês, e precisar de ajuda profissional não é vergonha, é autocuidado com os seus e com você, finaliza.

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