Mobilização online reúne milhares de assinaturas para que placa seja patrimônio cultural; prefeitura diz que ainda não há proteção para o letreiro
Moradores e ativistas se mobilizam pela permanência do letreiro luminoso 'Guilherme', em BH, que enfrenta risco de remoção
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o letreiro Guilherme, localizado em um prédio na Avenida Cristiano Machado, não possui proteção cultural. O equipamento, que virou alvo de uma polêmica, não está inserido em conjunto urbano ou bem protegido na capital.
Segundo a Diretoria de Patrimônio Cultural do município, não existe nenhum pedido de reconhecimento ou preservação para o letreiro Guilherme. A manifestação da prefeitura ocorre após o luthier Guilherme Teixeira Souza, de 40 anos, criar um abaixo-assinado para que a placa permaneça acesa.
A mobilização online já reúne quase 2 mil assinaturas e pede que o letreiro Guilherme se torne patrimônio cultural da cidade. Instalado na janela do edifício desde 2017, o luminoso se tornou um elemento conhecido por quem passa pelo bairro Sagrada Família, na Região Leste.
A discussão começou quando Guilherme precisou mudar o equipamento de janela. Ele explicou que a troca foi necessária porque o proprietário da sala comercial onde trabalhava solicitou o imóvel. O letreiro foi então movido para outra sala, a cerca de seis metros da anterior, permanecendo na parte interna da janela.
Em 10 de setembro, o luthier recebeu uma notificação do condomínio para retirar o LED. O documento apontava que o equipamento era utilizado como publicidade.
A possível retirada do letreiro Guilherme gerou manifestações de apoio nas redes sociais. Moradores e pessoas que frequentam a avenida relataram ter criado um vínculo afetivo com o luminoso ao longo dos anos.