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Museu de Arte da Pampulha lança sua nova exposição

<p>Mostra reúne obras do Museu Histórico Abílio Barreto e Museu Mineiro</p>



Créditos da imagem:
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Redação Sou BH
12/08/14 às 10:38
Atualizado em 01/02/19 às 17:10

Na próxima quarta-feira (7), a Fundação Municipal de Cultura abre ao público a nova exposição do Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585 - Pampulha). Com o título ?O olhar: do íntimo ao relacional?, a mostra conta com a curadoria do pesquisador e professor Rodrigo Vivas e apresenta obras artísticas pertencentes aos acervos do próprio MAP, do Museu Histórico Abílio Barreto e também do Museu Mineiro. A exposição fica em cartaz até o dia 13 de julho e pode ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h30. A entrada é gratuita.

A exposição é fruto de um estudo coordenado por Rodrigo Vivas, desde 2002, sobre as artes visuais na cidade de Belo Horizonte, baseado nas obras destes três importantes museus da cidade.

A ideia do curador foi colocar os três importantes acervos em diálogo, possibilitando a interface entre obras separadas pela história individual de cada instituição. Além disso, buscou-se valorizar as obras em seu caráter particular através de aspectos materiais e visuais. Na mostra poderão ser vistas obras de grandes artistas como Guignard, Goeldi, Regina Silveira, Belmiro de Almeida, Honório Esteves, Marcos Coelho Benjamim, Cildo Meirelles, Aníbal Mattos, Frederico Morais, Delcio Noviello, Adrianne Gallinari, Rodrigo Andrade, Eduardo Coimbra, Eder Santos entre outros.

?São obras colocadas em diálogo pela primeira vez. Nossa intenção é dar visibilidade a estes acervos que desde a década de 1950 foram pouco apreciados pela população. Queremos que as pessoas tenham essa experiência de ver obras relevantes de grandes artistas?, afirma Rodrigo.

Para organizar estes grandes acervos foi criada uma divisão da exposição em quatro grandes núcleos: Desejo; Melancolia; Contaminação; e Vertigem. No espaço ?Desejo? o olhar é conduzido a ambientes privados ocupados por figuras imersas em sua intimidade. As obras se relacionam ao desejo, ao voyeur e buscam recuperar uma experiência mais íntima. Na sala ?Melancolia? o curador propõe ?um olhar deslocado, o olhar com temporalidades fundidas, que não permite o repouso ou a estabilidade?. O olhar melancólico se realiza pela fragmentação, conjuga o gestual e o expressional em um espaço provisório, apresenta o corpo e a alma em esferas opostas, enquanto a matéria se coloca prostrada, imóvel, incapaz de impor resistência, o espírito ausente se põe à distância em contemplação inquieta.

Em ?Contaminação? o olhar está disseminado em construções, projeções, que saltam da imaginação e se materializam em obras artísticas. Segundo o curador, o observador é ?contaminado? pelo espaço no qual se insere, percorre, contempla, tornando-se parte dele, num incessante diálogo. As obras saltam aos olhos, comunicam através da construção de sentidos possíveis, de realidades imaginadas e imaginárias. Já o espaço ?Vertigem? traz a busca de uma experiência expandida, sem limites, sem molduras. O objetivo é a potencialidade do olhar que, ao mesmo tempo, visa o infinito e reverbera nas formas do Museu. As obras escolhidas conduzem à interpretação do olhar como atuante sobre o espaço, em sua capacidade de recriar a paisagem para além dos espaços conhecidos.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte