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Solidariedade: clientes fazem ‘vaquinha’ para reerguer o Bar do Rosa, em BH

Dono do tradicional boteco, o Careca estaria endividado e com depressão após decretar falência com o fechamento do estabelecimento



Créditos da imagem: Google Street View
Main bar do rosa   google street view
A meta da 'vaquinha' é de R$ 100 mil, valor arredondado de todas as dívidas do estabelecimento. Até às 7h desta quinta-feira (7), 513 pessoas já contribuíram para a campanha, que já arrecadou R$ 22.300
Thiago Alves
07/10 às 08:01
Atualizado em 07/10 às 08:01

Um dos mais tradicionais pontos de encontro dos estudantes da PUC Minas e dos moradores do bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte, o Bar do Rosa faliu. Com o fechamento do boteco, agravado pela pandemia e com a suspensão das aulas presenciais na universidade, vieram as contas em atraso, como aluguel e acerto com os funcionários.

"Sem a fonte de renda responsável por pagar as contas da casa e do bar, sem dinheiro pra manter a família, com alugueis e pagamentos de funcionários em atraso, começaram os processos trabalhistas e fiscais. Isso resultou em uma depressão profunda (do Careca, apelido do proprietário do bar), perda grande de peso, saúde completamente abalada, olhar triste, andar cabisbaixo, tudo isso decorrente do anúncio de falência do bar e, com sua filha de 16 anos grávida e esposa desempregada, ele se viu no fundo do poço", explica Ana Luiza Miranda, de 28 anos, em publicação na página do Bar Rosa nas redes sociais.

Apesar da situação, ainda há esperanças. Uma 'vaquinha' foi criada para ajudar o Careca a se reerguer. A meta é de R$ 100 mil, valor arredondado de todas as dívidas do estabelecimento. Até às 7h desta quinta-feira (7), 513 pessoas já contribuíram para a campanha, que já arrecadou R$ 22.300.

"Honestamente, hoje o principal problema é financeiro. Assim sendo, a melhor ideia até então foi a de fazer uma vaquinha para que se possa levantar fundos e começar a sanar dívidas, colocar contas atrasadas em dia e sair um pouco dessa situação", conta.

Atualmente, Careca está trabalhando com seu filho mais velho em outro restaurante. "Quando consegue lucro com a venda de almoços, recebe R$ 100".

Pelas redes sociais, vários clientes lamentaram a situação vivida pelo Careca.
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