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Supermercados e padarias estão proibidos de receber clientes aos domingos em BH

Somente farmácias, clínicas e hospitais veterinários, óticas e postos de combustíveis estarão autorizados



Créditos da imagem: Jair Amaral/EM/D.A Press
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Com a medida anunciada por Kalil, pão quentinho no domingo em Belo Horizonte agora somente via delivery
Redação Sou BH
24/03 às 09:22
Atualizado em 24/03 às 09:22

Em Belo Horizonte, entre as atividades comerciais da cidade, apenas farmácias, clínicas e hospitais veterinários, óticas e postos de combustíveis estão autorizados a funcionar normalmente aos domingos. Todas os demais comércios, como mercados de bairro, padarias, indústrias e supermercados estão proibidos de receber clientes aos domingos por prazo indeterminado.

A decisão do prefeito Alexandre Kalil passa a valer a partir deste domingo (28) e tem o objetivo de conter o avanço da Covid-19 na capital. O decreto publicado na edição desta quarta-feira (24) do Diário Oficial do Município inclui também o Mercado Central. De acordo com o texto, supermercados, sacolões, lanchonetes, lojas de conveniência, açougues e similares só poderão operar por delivery ou drive thru (somente os que possuem estacionamento internalizado).

Supermercados e padarias são considerados como serviço essencial e podem funcionar na capital mineira mesmo durante a Onda Roxa, fase mais restritiva do programa estadual Minas Consciente e que limita a circulação de pessoas com toque de recolher entre 20h e 5h. O fechamento desses serviços no domingo já havia sido avaliado como estratégia em julho do ano passado, quando a capital também vivia um momento crítico. Na ocasião, o prefeito Alexandre Kalil cogitou a ideia de que esses estabelecimentos fossem proibidos de abrir as portas aos domingos.

Em comunicado, a Associação Mineira de Supermercados (Amis) pede à população que vá às lojas em horários alternativos ao longo da semana e que não deixe as compras para a véspera do fechamento. "As lojas estarão abertas no sábado até as 8 horas da noite e retoma as atividades na segunda (29), às 7 horas da manhã, e não há risco de falta de produtos. A AMIS pede ainda um transporte público mais eficiente ao longo da semana para facilitar o deslocamento do consumidor, bem como dos colaboradores do setor. As deficiências do transporte de passageiros na Capital têm sido uma das dificuldades para os supermercados, além de causar aglomerações dentro dos ônibus".

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