Diogo Nogueira fez bonito em seu show e surpreendeu subindo no palco com Renegado
Uma festa onde estão os caras do
samba, do rap, do brega, do jazz, do reggae e da mpb, todos juntos. Isso existe?
Sim! E essa festa é a Virada Cultural BH. Desde as 18h30 deste sábado, dia 30
de agosto, Belo Horizonte tornou-se um grande palco onde todas as expressões artísticas têm
espaço e vez. Ao todo são nove placos espalhados pela
cidade e cerca de 400 atrações.
Para começar a festa, o portal
SouBH juntamente com o projeto #ClaroExperiências,
fez da avenida
dos Andradas, em frente à Praça da Estação, um picadeiro com
apresentação de acrobatas que encantaram o público com sua agilidade e
leveza. A atração ainda acontecerá mais duas vezes durante a Virada Cultural.
Veja a cobertura fotográfica da Virada Cultural na Praça da Estação.
Palco Praça da Estação
A abertura oficial do evento foi
com show do sambista Diogo Nogueira acompanhado da Orquestra do SESI Minas.
Durante uma hora e meia, o cantor fez o público sambar, cantar e, algumas moças se
descabelarem. Como a estudante Letícia Vieira, de 30 anos, que estava acompanhada
de seu namorado, o vigilante Fabiano Martins, de 32. Enquanto a moça
sambava e chorava ao ver o cantor descendo do palco e chegando mais perto do
público, ele disse: “Minha mulher é muito fã do Diogo. Vê-la desse jeito,
realizando o sonho de estar perto dele, me faz feliz”, conta. O casal, que estava
com mais três amigos, ia passar ainda pela Savassi e Praça Sete.
Depois de Diogo, a carioca
radicada em Minas, Aline Calixto, subiu ao palco. A moça trouxe gingado, festa
e animação. O público cantou com ela sucessos de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz,
Paulo César Pinheiro e Affonsinho.
O rap ditou o ritmo da Praça da
Estação assim que o cantor mineiro Flávio Renegado começou a sua
apresentação. Ele fez o
público levantar as mãos e cantar junto dele sucesso de Jair Rodrigues,
além de
canções próprias. Até o sambista Diogo Nogueira se contagiou e
surpreendeu o
rapper voltando ao palco. Renegado pediu aplausos e disse para o
sambista: “Cara,
que legal você vir aqui. Vamos fazer alguma coisa de improviso juntos”.
Dessa ideia saiu o hit de Tim Maia, “Que Beleza”. A vendedora Patrícia
Moura, de 39
anos, estava empolgada. “Sou muito fã do Renegado e também do Diogo.
Amei ver
os dois no palco. Vou ficar até o Raimundos”, disse.
Palco Aarão Reis
Os shows do palco da rua Aarão
Reis atrasaram devido a um problema técnico no som. Nada que tirasse o
público
do local. A banda mineira de rap Julgamento subiu ao palco com meia hora
de atraso e fez o público gritar sua poesia com letras engajadas.
Palco Guaicurus
A grande novidade desta segunda edição
da Virada Cultural BH é o palco da rua Guaicurus. Muitos dos que estavam lá foram
pela representatividade da via e para ver o baiano Tom Zé. O vendedor Gabriel
Sousa foi um deles. “Vim direto para cá, porque quero ver o Tom Zé. Além
disso, essa rua é uma das mais famosas de BH, é mitológica”, explicou.
O
tatuador Christian Douglas disse que a Guaicurus estava cumprindo, na Virada
Cultural, uma função social. “A Guaicurus hoje está unindo todas as classes e
estilos. Isso é fantástico”, ressaltou. No palco montado na rua tinha um grande
globo de espelhos que remetia aos cabarés, tema do tablado da via. Lá aconteceu
o show de pole dance com Naiara Beleza, e o show do cantor mineiro, Márcio Greyck, que fez muito sucesso na década de 1970.
Palco Praça Sete
O palco da Praça Sete apresentou na primeira parte da Virada Cultural atrações mais voltadas para o público que gosta da música
brasileira e música de câmara. A Orquestra de Câmara Opus convidou o flautista
e saxofonista Derico, da banda Sexteto do Programa do Jô.
Segurança
Muitos dos presentes na Praça da
Estação estavam elogiando a segurança do evento. O gestor cultural
Carlos Lello
disse que estava se sentindo muito seguro na festa. “Olha em volta, há
policiais muito bem posicionados e também há as câmeras. Estou me
sentindo
muito tranquilo aqui”, disse. O vigilante Fabiano Martins também
ressaltou este ponto. “Como vigilante, trabalhei em grandes shows e
eventos
fechados que tiveram brigas e confusão. Aqui não tem nada. Nem briga,
nem confusão”,
afirma. Já o jornalista Pedro Pitanguy, de 27 anos, que estava na Praça
Sete, disse
que, pelo evento ser grande, não sentiu mudanças na segurança. “Não
estou
sentindo segurança nem demais, nem de menos”, afirmou.
A Virada Cultural continua neste
domingo, 31 de agosto, até as 19h30.