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Câncer de mama: tinha um nódulo no meio do caminho

De um dia para o outro, um diagnóstico pode mudar o curso da vida


Créditos da imagem: Banco de imagens
Perder os cabelos é um dos vários efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama.

Redação - SouBH

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13/10/16 às 17:45 - Atualizado em 06/02/26 às 16:43
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Dor, seios inchados e um tumor maligno. Assim a vida de Edemilda Luciene dos Santos, e de tantas outras mulheres no
mundo todo, é transformada pelo câncer de mama. Entre a perda dos cabelos e dos
seios, tantas outras mudanças impactam a vida de cada paciente.  A batalha
é não é fácil, mas histórias inspiradoras ajudam a seguir em frente e passar
por cima de mais uma etapa.

Era janeiro de 2014. Durante uma
viagem a trabalho, Edemilda sentiu um incômodo enquanto estava dormindo. No dia
seguinte, se olhando no espelho percebeu os seios inchados. Ao retornar para
Belo Horizonte, procurou imediatamente o mastologista Dr. Gustavo Lanza.

No mês seguinte, Edemilda
realizou exames no Hospital Luxemburgo e foi encaminhada para o SUS, onde o
diagnóstico seria feito. E ele chegou em março. O Tumor Filoide, um câncer que
raramente é maligno, fez com que a mais nova paciente de 40 anos retirasse a
mama esquerda, em abril. A situação, que já era delicada, se complicou,
forçando Edemilda a uma segunda cirurgia no mesmo local. 

“Assim que descobri,
questionei o doutor sobre o nível da minha doença e ele me tranquilizou quando
disse que o ponto positivo é que ela não sofre metástase, que é quando o câncer
se espalha para outros órgãos”, explicou Edemilda.

Quase um ano depois, em meio a
sessões de radioterapia, outro choque: um nódulo no lado direito. Mas, dessa
vez, Edemilda foi rápida e cortou o mal pela raiz. Retirou a mama direita e na
mesma sala de cirurgia implantou uma prótese de silicone. O cabelo caiu com 13
dias de quimioterapia, mas com cinco perucas diferentes, esse não foi um
problema. Na verdade, o novo corte raspadinho foi adotado por ela com muito
gosto.

Já no período final do
tratamento, Edemilda reconstruiu a mama esquerda e, mais uma vez, outra
complicação atrasou o procedimento. A prótese esquerda foi rejeitada. Mas
Edemilda foi mais insistente,  não aceitou o não como resposta e buscou o
melhor para ela. Tanta energia positiva conquistou os voluntários do hospital
Mário Penna, que decidiram presentear a paciente com uma nova prótese.

A cada fase, Edemilda não deixou
de viver a vida tranquilamente. Terminou um noivado, recebeu o apoio do filho,
dos amigos, sambou muito nos fins de semana, reatou o namoro, marcou o
casamento e o principal, não deixou de ter fé. Também adotou hábitos que o
câncer de mama requer, como consultas psicológicas frequentes, visita ao
oncologista a cada três meses e ao mastologista duas vezes ao ano.

Edemilda deixa seu recado: “É
preciso fazer prevenção mais cedo. O câncer de mama não tem idade. Não podemos
desistir, existe cura e tratamento. Você tem que querer viver”. 

*Créditos da foto: Paola Vasconcelos Moreira