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Peste bubônica: como funciona a transmissão e quais são os sintomas

Entenda como a infecção causada pela bactéria Yersinia pestis afeta o corpo humano e veja quais formas de prevenção e tratamento existem hoje


Créditos da imagem: Pixnio
Microscopia P&B de bacilos escuros e grandes células irregulares A bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica, ainda mobiliza esforços de tratamento e prevenção global
Raquel Molica

Raquel Molica

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07/10/26 às 18:39 - Atualizado em 07/10/26 às 18:45
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A peste bubônica, doença que marcou a história da humanidade, voltou a gerar dúvidas após a morte de uma pesquisadora na Rússia, no início de outubro de 2026, em circunstâncias que envolvem um possível acidente laboratorial, embora as autoridades locais ainda investiguem as causas. A infecção, causada pela bactéria Yersinia pestis, ainda existe em algumas partes do mundo, mas hoje possui tratamento eficaz com antibióticos, especialmente quando o diagnóstico é rápido.

Embora seja frequentemente associada a surtos medievais, a doença não foi erradicada e pequenos focos persistem, principalmente em áreas rurais da Ásia, África e Américas. O monitoramento por órgãos de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é constante para evitar a propagação em larga escala.

Como a peste bubônica é transmitida?

A forma mais conhecida de transmissão ocorre pela picada de pulgas infectadas, que vivem principalmente em roedores como ratos, esquilos e marmotas. Ao picar um ser humano, a pulga transmite a bactéria, que se espalha pelo sistema linfático do corpo.

Existem outras duas formas mais raras da doença. A peste septicêmica acontece quando a bactéria entra diretamente na corrente sanguínea. Já a pneumônica, a mais grave e contagiosa, pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias expelidas pela tosse.

Principais sintomas da doença

Os sinais da peste bubônica geralmente aparecem de um a sete dias após a exposição à bactéria. A identificação rápida dos sintomas é crucial para o sucesso do tratamento. Os mais comuns incluem:

  • febre alta e súbita;

  • calafrios e dor de cabeça intensa;

  • fraqueza extrema e dores musculares;

  • o surgimento de “bubões”, que são gânglios linfáticos doloridos e inchados, geralmente na virilha, axila ou pescoço.

Na forma pneumônica, o paciente pode apresentar tosse com sangue, dor no peito e dificuldade para respirar. A septicêmica causa febre, calafrios, sangramentos na pele e em outros órgãos.

Tratamento e formas de prevenção

Apesar da gravidade histórica, a peste bubônica é tratável. O tratamento é feito com antibióticos como estreptomicina, gentamicina ou doxiciclina, e a recuperação costuma ser rápida se a medicação for iniciada logo nos primeiros dias após o aparecimento dos sintomas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves e a morte.

A prevenção se baseia em medidas de controle de roedores e cuidados em áreas onde a bactéria circula. Evitar o contato com animais selvagens, especialmente roedores doentes ou mortos, é a principal recomendação. O uso de repelentes contra pulgas em áreas endêmicas e a manutenção de ambientes limpos também ajudam a reduzir o risco de contaminação.

Casos recentes no mundo

Apesar de eventos como o da Rússia serem raros, pequenos surtos de peste bubônica ainda ocorrem ocasionalmente em diversas partes do mundo, especialmente em regiões endêmicas onde a bactéria circula entre roedores selvagens. Países como Madagascar, República Democrática do Congo e Peru já registraram casos nas últimas décadas, reforçando a importância da vigilância contínua.