Economia

Eleições: candidatos falam sobre tecnologia, empreendedorismo e o universo das startups em BH

Na quarta-feira, o auditório da FIEMG foi palco das propostas dos postulantes à prefeitura


Créditos da imagem: Banco de imagens
Nove candidatos participaram das apresentações de propostas e ideias.

Redação - SouBH

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22/09/16 às 17:26 - Atualizado em 06/02/26 às 16:43
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Em tempo de eleição municipal,
vários assuntos importantes para a cidade vêm à tona nos debates políticos,
como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. Mas um novo setor tem
se destacado em Belo Horizonte. O ramo da tecnologia e empreendedorismo está
sob os holofotes das startups, que ganham cada vez mais espaço na capital.
Ponto positivo para o crescimento da cidade. Com um novo cenário se formando na
cidade, os belo-horizontinos querem saber as propostas e projetos dos
candidatos à prefeitura de BH nesse setor.

Na quarta-feira, 21 de setembro,
a Associação Brasileira de Startups, a comunidade do San Pedro Valley e o
programa de aceleração de Startups FIEMG LAB convidaram os 11 postulantes ao
cargo de prefeito de Belo Horizonte para exporem, em dez minutos, seus
objetivos e ideias na área de tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Os temas pautados pelo
ecossistema das startups envolvem: emprego e juventude, e facilitação do
ambiente de negócios. Confira abaixo o que cada candidato propõe para os
próximos quatro anos de governo. A disposição das propostas está em ordem de
apresentação no evento realizado no auditório da FIEMG. As candidatas Maria da
Consolação e Vanessa Portugal não compareceram ao evento.

Sargento Rodrigues (PDT)
– Transformar BH na capital do segmento de tecnologia;
– Ser parceiro das empresas;
– Não deixar a prefeitura atrapalhar o andamento das empresas empreendedoras;
– Desburocratizar, criar uma central, um gabinete próximo do prefeito;
– Criar um órgão específico na prefeitura para quem quer empreender;
– Fazer do poder público o principal potencializador das startups.

Luis Tibé (PT do B)
– Não deixar as empresas saírem de BH;
– Criar um formato de apoio e incentivo às empresas;
– Qualificar os jovens: criar uma escola integral que ensine a mão de obra
empreendedora;
– Desenvolver as empresas que já estão na cidade;
– Trabalhar os eventos do ramo em BH;
– Ter diálogo aberto para novas ideias;
– Criar uma agência de fomento.

Délio Malheiros (PSD)
– Divulgar BH nacionalmente, por meio de eventos;
– Criar um ambiente favorável;
– Apoiar as startups;
– Investir em games, produzi-los em BH;
– Valorizar a economia criativa: moda, design, gastronomia, cerveja artesanal,
vídeo e games;
– Ter uma política tributária que assegure as empresas em BH;
– Facilitar o acesso à internet;
– Criar um aplicativo que avise, por meio da localização do usuário, quando um
estabelecimento oferece vagas de emprego;
– Abrir os dados do município para quem quiser criar aplicativos de utilidade
pública;
– Comprar os produtos das startups.

João Leite (PSDB)
– Fazer uma prefeitura liberada para as ideias;
– Implantar nas escolas, conhecimento tecnológico;
– Criar uma Colmeia Criativa nas vilas e favelas;
– Fazer uma governança criativa;
– Transformar a prefeitura em um laboratório;
– Fomentar a economia criativa;
– Inserir os jovens nas empresas pelo treinee;
– Criar uma agência digital para atrair e manter as empresas.

Eros Biondini (PROS)
– Não perder oportunidades;
– Desburocratização nas empresas;
– Diminuir a carga tributária das empresas;
– Receber propostas para os problemas que a prefeitura detectar;
– O segmento de empreendedorismo e tecnologia que indicará nomes para a lista
tríplice, que decide quem ocupará a secretaria na prefeitura.

Marcelo Álvaro Antônio (PR)
– Universalizar as escolas integrais;
– Apoiar empreendedores e investidores;
– Focar na inclusão social;
– Desburocratizar a formalização de uma empresa no município;
– Trazer grandes eventos ligados à tecnologia para BH;
– Implantar o BH Vida: centro de convivência nas comunidades carentes da
cidade, com atividades educativas, esportivas e culturais.

Rodrigo Pacheco (PMDB)
– Desburocratizar a prefeitura;
– Atrair empreendedores;
– Incluir jovens na vida digital;
– Criar um centro do pequeno empreendedor;
– Propor rede de internet nos espaços públicos;
– Fazer um pacto de não atrapalhar o fomento das atividades empreendedoras e
tecnológicas;
– Inserir disciplinas de tecnologia e informação nas UMEIS;
– Criar fóruns.

Alexandre Kalil (PHS)
– Diminuir a carga tributária para as empresas;
– Investir nas escolas para preparar a mão de obra jovem;
– Fazer uma prefeitura baseada no liberalismo;
– Quebrar a burocracia na prefeitura;
– Liberar o acesso da internet pela rede de fibra ótica da cidade.

Reginaldo Lopes (PT)
– Criar um ambiente favorável para as empresas;
– Retomar o inventário tecnológico;
– Fazer uma nova educação: dar as mesmas oportunidades a todos;
– Criar um espaço para os jovens empreendedores.