Praça da Estação deve receber mais de duas mil pessoas no fim de semana
Separe
o biquíni, os óculos escuros e o guarda-sol, porque sábado (11), é dia de praia
na Praça da Estação. O movimento, que surgiu em 2010 como uma resposta a um
decreto da Prefeitura de BH, proibindo eventos na praça, ganhou adeptos e caiu
no gosto do belo-horizontino.
Sempre
com boa música, o propósito do evento, segundo a estudante e participante do
movimento, Thaís Lopes, é se apropriar do espaço público. “Se você tem um grupo
feminista, tem espaço pra você também. Se você tem uma organização sem
fins-lucrativos, tem espaço pra você também. Se você tem um time de futebol,
traga a sua bola e tem espaço pra você também”, exemplifica.
A
Praia da Estação é considerada como um movimento horizontal, sem lideranças nem
porta-voz, organizada normalmente entre amigos e eventos no Facebook. No
início, em seu primeiro ano, a praia reuniu cerca de 30 pessoas. Aos poucos, um
amigo chama o outro, que leva mais um, e por aí vai, até chegar ao ponto de
reunir, em algumas edições anteriores, mais de 500 pessoas. “O que manda é a
diversão. É acreditar que estamos ali por uma causa, sem desrespeitar nem
ocupar o lugar do outro”, conta a arquiteta e simpatizante do projeto, Lavínia
Antunes.
Para
a edição do fim de semana, serão montados dois postos para coletas de doação:
um que arrecadará garrafas de água mineral para as aldeias Maxakali, que passam
por uma situação crítica de falta de água, e outro de arrecadação de
brinquedos, roupas, materiais de arte e guloseimas, para realização das festas
de dia das crianças em comunidades de BH.
No
evento no Facebook, quase três mil pessoas confirmaram presença. Segundo Thaís,
é válido levar até caixas de isopor para compor a festa. “Chame a tia, a avó e
o cachorro. Aqui tudo vira festa e aqui a sua causa tem seu valor”, completa.