Da Loira do Bonfim ao Capeta do Vilarinho; separamos as histórias de assombração que atravessam gerações e ainda hoje intrigam os mineiros
Diz a lenda que a Loira do Bonfim atrai homens para o cemitério, onde desaparecem misteriosamente entre os túmulos
Belo Horizonte, uma cidade conhecida pela vibrante cena cultural e gastronômica, guarda nas ruas e construções histórias que não estão nos guias turísticos. São narrativas de assombração e mistério, passadas de geração em geração, que povoam o imaginário popular e revelam um lado sombrio da capital mineira. Conheça as lendas urbanas mais famosas que causam ainda hoje arrepios.
Talvez a mais famosa das lendas de BH, a história da Loira do Bonfim, que teria surgido entre as décadas de 1940 e 1950, é um clássico conto de terror. A narrativa descreve uma mulher loira, irresistivelmente bela, que frequentava bares da cidade, especialmente na região central. Ela seduzia homens solitários e, ao final da noite, pedia uma carona para casa.
O destino final era sempre o mesmo: os portões do Cemitério do Bonfim. Ao chegar, ela indicava seu túmulo e simplesmente desaparecia, deixando o motorista aterrorizado. A lenda se tornou tão popular que, por décadas, alimentou o medo e a curiosidade dos boêmios da capital.
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Uma lenda que aterrorizou a Região de Venda Nova em 1988. A história se espalhou rapidamente: em uma famosa casa de shows na Avenida Vilarinho, um homem misterioso e muito bonito encantou a todos com seu talento para a dança. Ele passou a noite dançando com a mulher eleita a mais bonita da festa.
O encanto se quebrou quando a moça, ao tocar o rosto de seu par, sentiu chifres sob seus cabelos. Em pânico, ela olhou para baixo e viu os pés dele se transformarem em patas de bode. O homem então desapareceu em uma nuvem de enxofre, gerando pânico na cidade e esvaziando as danceterias da região por um bom tempo.
O Palácio da Liberdade, que funcionou como sede do governo de Minas Gerais até 2010, hoje é um vibrante espaço cultural. No entanto, suas histórias de assombração persistem. Funcionários do museu e seguranças relatam sons de passos em corredores vazios, vultos e vozes inexplicáveis durante a noite.
A aparição mais conhecida é a de Maria Papuda, cujo casebre teria sido demolido para a construção do palácio. Diz a lenda que seu espírito perambula pelos salões, inconformado. Outros falam sobre o fantasma de um antigo governador que ainda estaria “despachando” em seu antigo gabinete, conferindo um ar misterioso ao imponente prédio na Praça da Liberdade.