Atividade no Zoológico de BH no domingo (31) terá bate-papo e exposição sobre psitacídeos, grupo que inclui araras e papagaios
Zoológico de BH realiza atividade educativa com explicações, materiais biológicos e manejo de aves como araras, periquitos e maritacas
O Zoológico de BH realiza no domingo (31), das 10h às 12h, uma atividade educativa sobre psitacídeos, grupo que inclui araras, papagaios, maritacas e periquitos. A programação acontece na Praça das Aves e marca o Dia Mundial dessas espécies.
Durante o evento, a equipe do zoológico vai explicar ao público como vivem essas aves e, além disso, vai apresentar materiais usados no trabalho com elas, como penas, ovos e modelos que mostram o formato do bico e das patas.
Leia mais:
Ao mesmo tempo, algumas aves vão receber estímulos dentro dos recintos. Isso acontece porque, segundo a equipe técnica, a prática faz parte do manejo diário e, consequentemente, ajuda a observar o comportamento natural dos animais em diferentes situações.
De acordo com os técnicos, a maior parte dos psitacídeos do zoológico chegou após ações de combate ao tráfico de animais silvestres. Nesse contexto, os animais foram encaminhados pelo CETAS/IBAMA-IEF, órgão responsável por receber e fazer a triagem da fauna resgatada.
Além disso, esses encaminhamentos são parte de operações de fiscalização ambiental que buscam reduzir o tráfico de animais no país.
O Brasil, por outro lado, reúne o maior número de espécies de psitacídeos do mundo. No passado, por exemplo, a grande presença de papagaios e araras na costa brasileira chamou a atenção de navegadores europeus. Como resultado, a região passou a ser chamada de “Terra dos Papagaios”.
Posteriormente, algumas dessas aves foram levadas para a Europa ainda no período colonial, após contato com povos indígenas.
Em geral, as espécies desse grupo variam bastante de tamanho. As araras são maiores, enquanto os papagaios têm porte médio e, por fim, as maritacas e periquitos são menores.
Além disso, essas aves fazem muitos sons e, frequentemente, podem imitar ruídos do ambiente. No entanto, especialistas reforçam que essa imitação não deve ser estimulada em cativeiro, justamente por questões de bem-estar.
Do mesmo modo, o bico forte ajuda tanto na alimentação quanto na movimentação. Já os pés, por sua vez, têm dois dedos para frente e dois para trás, o que facilita subir em galhos e estruturas.
Na natureza, essas aves fazem ninhos em cavidades de árvores. Em seguida, os filhotes nascem sem penas e dependem dos pais por um período mais longo.
No zoológico, por sua vez, são usadas caixas-ninho e materiais como gravetos, folhas secas e serragem para simular esse ambiente. Além disso, a alimentação inclui ração própria e frutas, de acordo com a rotina de manejo.