Necroturismo em BH: Cemitério do Bonfim promove visita guiada gratuita sobre profissionais da saúde e memória histórica neste domingo (31)
Visita guiada no Cemitério do Bonfim destaca histórias de profissionais da saúde e transforma espaço histórico em ponto de necroturismo cultural em BH
O necroturismo segue ganhando espaço em Belo Horizonte e, desta vez, o público poderá conhecer histórias de médicos, sanitaristas e outros nomes que ajudaram a construir a memória da saúde na capital mineira. O Cemitério do Bonfim recebe, neste domingo (31), mais uma edição do projeto de visitas guiadas que transformou a necrópole mais antiga da cidade em um importante roteiro de turismo cultural e histórico.
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Com o tema “As pessoas profissionais da Saúde: memória e história”, a atividade acontece a partir das 9h e propõe um mergulho em trajetórias que marcaram diferentes períodos da história de Minas Gerais. Além disso, o passeio revela curiosidades sobre personagens ligados à medicina, epidemias, assistência pública e desenvolvimento urbano de Belo Horizonte.
A visita é gratuita e conta com vagas limitadas. O percurso tem duração média de duas horas e será conduzido pela historiadora Marcelina Almeida, responsável pelo projeto realizado em parceria entre a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
Embora ainda desperte curiosidade em parte do público, o necroturismo já se consolidou como uma experiência cultural em diferentes cidades do mundo. Em Belo Horizonte, no entanto, a proposta vai além do turismo convencional e transforma o Cemitério do Bonfim em um espaço de memória, patrimônio e educação.
Inaugurado em 1897, antes mesmo da fundação oficial da capital mineira, o Bonfim reúne esculturas, mausoléus e obras de arte que atravessam estilos como Belle Époque, Art Déco e modernismo brasileiro. Por isso, muitos historiadores consideram o espaço um verdadeiro museu a céu aberto.
Ao longo das alamedas, visitantes encontram túmulos de figuras históricas importantes para Minas Gerais e para o Brasil. Entre elas estão Padre Eustáquio, Olegário Maciel e Roberto Drummond.
Nesta edição, o foco estará nos profissionais da saúde sepultados no local e nas contribuições deixadas por eles para a cidade. Ao mesmo tempo, a proposta busca estimular reflexões sobre memória coletiva, cuidado e patrimônio histórico.
Além das histórias pessoais, os participantes também poderão observar elementos arquitetônicos e simbólicos presentes nos túmulos, esculturas e monumentos espalhados pelo cemitério.
Segundo a organização, o passeio costuma reunir estudantes, pesquisadores, fotógrafos, profissionais do turismo e moradores interessados em conhecer um lado menos explorado da história belo-horizontina.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas previamente pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte. Como as vagas são limitadas a 40 participantes, a orientação é garantir o cadastro com antecedência.
A organização recomenda que os visitantes usem roupas leves e sapatos confortáveis, além de levarem água, boné ou chapéu para proteção durante o percurso.