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BH vai ter árvores líquidas? Entenda projeto o sustentável

Projeto inédito levará Árvores Líquidas ao Arraial de Belô para capturar dióxido de carbono, gerar biomassa e promover educação ambiental


Créditos da imagem: Reprodução / PBH
Árvores Líquidas utilizam microalgas para capturar CO₂ e serão apresentadas ao público durante o Arraial de Belô Árvores Líquidas utilizam microalgas para capturar CO₂ e serão apresentadas ao público durante o Arraial de Belô

Maria Clara Landim

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22/07/26 às 12:12
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O Arraial de Belô vai receber, pela primeira vez, o projeto Árvores Líquidas, uma tecnologia desenvolvida para capturar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e contribuir para a melhoria da qualidade do ar. A iniciativa integra as ações de sustentabilidade do evento e estará disponível durante os cinco dias de programação no Mineirinho, em Belo Horizonte.

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Ao todo, duas estruturas serão instaladas na área externa do espaço. Além de reduzir a concentração de CO₂, elas também funcionarão como pontos de convivência, já que contam com bancos integrados para descanso dos visitantes.

Como funcionam as Árvores Líquidas?

Diferentemente das árvores convencionais, as Árvores Líquidas utilizam microalgas para absorver dióxido de carbono da atmosfera. O sistema opera continuamente e precisa apenas de energia elétrica e abastecimento de água para manter o funcionamento.

Além da captura de carbono, o processo produz biomassa, que pode ser utilizada posteriormente como biofertilizante. Durante todo o Arraial de Belô, o desempenho das estruturas será acompanhado em tempo real, permitindo que o público visualize o funcionamento da tecnologia.

Projeto une inovação e educação ambiental

Além do benefício ambiental, a proposta busca aproximar os visitantes de soluções voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas. Por isso, o projeto também prevê atividades de conscientização sobre qualidade do ar, sustentabilidade e preservação ambiental.

Segundo o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, o Arraial de Belô também desempenha um papel importante na promoção de iniciativas sustentáveis.

“A instalação das Árvores Líquidas reforça esse compromisso ao contribuir para a compensação de carbono, a melhoria da qualidade ambiental e a sensibilização do público sobre os desafios das mudanças climáticas”, afirmou.

Professor apresentará a tecnologia ao público

A ação contará com a participação do professor Antônio Mazza, responsável pela curadoria científica do projeto. Durante todos os dias do evento, ele estará no local para explicar o funcionamento das Árvores Líquidas e responder às dúvidas dos visitantes sobre qualidade do ar, microalgas e mudanças climáticas.

Mazza destaca que a presença da tecnologia em um dos maiores eventos culturais de Minas Gerais amplia o alcance da educação ambiental.

“As Árvores Líquidas auxiliam na purificação do ar, descarbonizando e gerando oxigênio, além de contribuir para a retenção de partículas presentes na atmosfera”, explicou.

Projeto contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Além da captura de carbono, a iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os objetivos atendidos estão a promoção da educação ambiental, o incentivo à ação climática e o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis.

O projeto é realizado pela Life Tree, em parceria com a Belotur, e pretende incentivar o debate sobre tecnologias sustentáveis capazes de melhorar a qualidade ambiental dos centros urbanos.