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Inspirada em ataque homofóbico, premiada peça 'A Golondrina' chega a BH

Centro Cultural Minas Tênis Clube

Inspirada em ataque homofóbico, premiada peça 'A Golondrina' chega a BH

Evento encerrado

Valor entrada

  • 80 Inteira
  • 40 Meia

Data

05/08 até 06/08

Sex, Sab | 21:00 - 22:30

07/08 até 07/08

Dom | 19:00 - 20:30


Créditos da imagem: Odilon Wagner
Com produção de Odilon Wagner e Ronaldo Diaféria, direção de Gabriel Fontes Paiva e com os atores Tania Bondezan e Luciano Andrey, espetáculo discute a liberdade, diversidade e a aceitação
Com produção de Odilon Wagner e Ronaldo Diaféria, direção de Gabriel Fontes Paiva e com os atores Tania Bondezan e Luciano Andrey, espetáculo discute a liberdade, diversidade e a aceitação

Sucesso de crítica e de público, o espetáculo "A Golondrina", montagem dirigida por Gabriel Fontes Paiva para o texto do premiado autor barcelonês Guillem Clua, realiza três apresentações em Belo Horizonte, no Teatro Centro Cultural Unimed, entre os dias 5 e 8 de agosto, na sexta e no sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. A peça é estrelada por Tania Bondezan, que também assina a tradução e ganhou o Prêmio Shell 2019 por este papel, e Luciano Andrey. O espetáculo já foi montado em Londres, Espanha, Grécia, Porto Rico, Peru, Uruguai entre outros países. O texto já ganhou diversos prêmios pelo mundo, como o Prêmio MAX 2019, Off West End London Theater Award 2017, Queer Theater 2018 (Atenas, Grécia).

“O que nos torna humanos?” Para a personagem Amélia, a resposta encontra-se na capacidade de sentir a dor dos outros como se fosse nossa”. E este é o sentimento que corre ao longo da espinha dorsal de A Golondrina.  O texto é inspirado no ataque terrorista ao Bar Pulse, que aconteceu em Orlando (EUA), em junho de 2016, mas nele também ecoam as tragédias do bar Bataclan, em Paris (França), do calçadão em Nice, Las Ramblas de Barcelona. É uma tentativa de compreender a insensatez do horror, as consequências do ódio e as estratégias que usamos para que eles não nos destruam a alma.

”A obra me encantou de tal maneira que, enquanto lia o texto pela primeira vez, parecia que aquelas palavras cabiam na minha boca, como se eu tivesse vivido tudo aquilo. Foi amor à primeira vista. Minha personagem Amélia, que, por coincidência, é o nome da minha mãe, é uma mulher severa e sofrida, sobrevivente de uma tragédia. A vida foi mais generosa comigo, mas somos ambas mães que amam e protegem suas crias, que tentam acertar e carregam culpa o tempo todo, o que nos aproxima. Representá-la é um exercício de mergulhar nas minhas emoções”, conta Tania Bondezan, também responsável pela tradução do texto. 

“A Golondrina é uma das peças mais comemoradas de Guillem Clua. É uma obra que fala sobre liberdade, diversidade e, sobretudo, sobre aceitação, temas tão caros nos dias que vivemos em todos os lugares do mundo e especialmente aqui no Brasil. O ataque ao Bar Pulse deixou 49 vítimas do preconceito e da homofobia. Mas aqui no nosso país este tipo de ataque ocorre quase que diariamente e mais grave ainda, de maneira silenciosa. Isso justifica a necessidade de montar este texto atualíssimo, que fala de relações humanas, familiares e da necessidade do entendimento e do perdão. Quando os dois personagens se encontram, eles têm dois caminhos a seguir: podem optar pelo ódio ou caminhar juntos. Ambos têm razões para causarem ainda mais danos além do que sofreram ou se reconhecer na dor um do outro para não permitir que vença o instinto animal”, completa Tania. 

O diretor Gabriel Fontes Paiva considera Guillem Clua um dos melhores autores contemporâneos. “Ele me impressionou muito porque tem uma escrita muito eficiente, objetiva e surpreendente; consegue prender a atenção o tempo todo com maestria. Fiquei muito feliz com o convite dos produtores Ronaldo Diaféria, Tania Bondezan e Odilon Wagner para dirigir essa peça maravilhosa. Tania é uma atriz intensa, madura, cheia de talentos e Luciano é um ator extremamente sensível e dedicado”, revela Gabriel. Seus últimos trabalhos como diretor foram “Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante” em 2019 texto de Silvia Gomez, “Marte Você Está Aí?”, em 2017, texto de Silvia Gomez, com Selma Egrei, Michelle Ferreira e Jorge Emil no elenco, e em 2015 dirigiu “Uma Espécie de Alasca”, de Harold Pinter, com Yara de Novaes, Mirian Rinaldi e Jorge Emil. Gabriel também é co - fundador do Grupo 3 de Teatro, ao lado de Yara de Novaes e Débora Falabella.

O espetáculo trata de temas universais e isto é o que mais fascinou o ator Luciano Andrey. “O texto poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo. Os temas que ele trata – sem maniqueísmos – são absolutamente pertinentes ao momento atual. Expõe o ponto de vista completamente distinto de dois personagens sobre determinado fato, mas sem julgamentos. Ambos têm razão em suas questões. Ao invés de assumir a posição de um deles, o autor propõe uma reflexão sobre a nossa capacidade de se colocar no lugar do outro e sermos empáticos, que acredito ser a chave para as mazelas humanas”, diz.

Serviço
A Golondrina, de Guillem Clua, com direção de Gabriel Fontes Paiva
Apresentações: 5 a 8 de agosto
Na sexta e no sábado, às 21h, e no domingo, às 19h
Teatro Centro Cultural Unimed - Rua da Bahia, 2244 - 5º - Lourdes, Belo Horizonte, MG
Ingressos: R$80 (inteira) e R$40 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.eventim.com.br/artist/a-golondrina/

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