Com mais blocos e público, prefeitura reforça segurança, limpeza, som e diálogo com organizadores para os desfiles
Carnaval de BH cresce e amplia operação para 2026
O Carnaval de BH vai muito além do glitter, das fantasias e da música que toma as ruas da cidade. Com o crescimento da festa e o aumento do público nos últimos anos, a folia passou a exigir uma operação cada vez mais estruturada.
Em 2026, a logística para colocar um bloco grande na rua será ainda mais ampla, com reforço na segurança, no som, na limpeza e no diálogo direto entre organizadores e poder público. Este ano, estão cadastrados 612 blocos, com previsão de 660 desfiles nas nove regionais da capital. O número pode mudar até a data oficial da festa, já que parte dos cortejos costuma ser ajustada ou cancelada.
A organização de um bloco grande começa meses antes do carnaval. Data, horário e trajeto são definidos pelos organizadores e discutidos em reuniões individuais com a Belotur.
Nesses encontros, são tratados temas como impacto no trânsito, horários de concentração e dispersão, além da estrutura necessária para cada desfile. O modelo permite que cada cortejo seja planejado de acordo com suas características.
Garantir que a música chegue ao público ao longo de todo o percurso é um dos principais desafios dos blocos grandes. A logística envolve a contratação de músicos, técnicos de som e o uso de estruturas móveis, como mini trios. O controle do volume e do funcionamento do equipamento faz parte das regras acordadas com o poder público.
Parte dessa estrutura é viabilizada com o auxílio financeiro oferecido pela prefeitura, que busca melhorar a qualidade técnica dos desfiles.
Para o Carnaval de 2026, a Prefeitura de Belo Horizonte destinou R$ 3,21 milhões em auxílio financeiro aos blocos de rua. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior e é dividido por categorias. Os recursos podem ser usados em despesas como som, segurança, produção, equipe de apoio, brigadistas, transporte e serviços de saúde.
Em contrapartida, os blocos contemplados devem divulgar as marcas institucionais da prefeitura e da Belotur, conforme previsto em edital.
A segurança dos blocos grandes envolve equipes privadas contratadas pelos organizadores e a atuação do poder público. Cerca de 30 órgãos participam da operação do Carnaval de BH.
A partir de 31 de janeiro, o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) passa a monitorar a festa em tempo real, com acompanhamento georreferenciado dos blocos.
A limpeza também faz parte do planejamento. Equipes atuam antes, durante e após os desfiles, com foco nos pontos de maior concentração de público. O objetivo é recolher resíduos, liberar as vias e reduzir impactos no entorno logo após o fim dos cortejos.