Carnaval 2026

Som alto até que horas? Confira as principais regras do Carnaval de BH

Veja quais são as regras do Carnaval de BH, com horários de som, consumo de bebidas, legislação, fiscalização e medidas de segurança


Créditos da imagem: Leandro Couri / Wikimedia Commons
Foliões tomam as ruas durante o Carnaval de Belo Horizonte, que alia diversidade, organização e regras claras para garantir uma festa segura e democrática Foliões tomam as ruas durante o Carnaval de Belo Horizonte, que alia diversidade, organização e regras claras para garantir uma festa segura e democrática

Maria Clara Landim

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06/01/26 às 10:07 - Atualizado em 28/01/26 às 06:14
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O Carnaval de Belo Horizonte se destaca nacionalmente pela ocupação democrática das ruas, pela diversidade dos blocos e, sobretudo, pela organização. Para que a folia aconteça com alegria e segurança, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) define regras claras sobre horários, uso de som, consumo de bebidas e convivência urbana. Além disso, o município reforça a estrutura de atendimento ao público. Por isso, a capital mineira se apresenta como um dos carnavais mais seguros do Brasil.


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Uma festa que nasceu antes da cidade

Muito antes da inauguração oficial de Belo Horizonte, o espírito carnavalesco já pulsava nas ruas. Em janeiro de 1897, operários que construíam a nova capital organizaram um desfile improvisado com carros e carroças, que saiu da Praça da Liberdade em direção à avenida Afonso Pena. Com confete, serpentina e criatividade, o movimento espontâneo impulsionou o surgimento dos blocos caricatos, que seguem vivos na programação atual.

Na primeira metade do século XX, a região da Lagoinha concentrou o principal polo da festa. Ali surgiu, em 1947, o bloco Leão da Lagoinha, o mais antigo ainda em atividade na cidade. Ao mesmo tempo, o território recebeu o primeiro desfile de escola de samba de Belo Horizonte, com a Agremiação Pedreira Unida, formada por moradores da Pedreira Prado Lopes.

Com o passar dos anos, a cidade passou a lidar com grandes multidões. A partir de 1975, a Banda Mole começou a reunir milhares de foliões na avenida Afonso Pena e, assim, se consolidou como símbolo do pré-carnaval. O evento se destaca pela irreverência, criatividade e diversidade.

Até que horas pode o som no Carnaval de BH?

Durante o Carnaval, os blocos autorizados pela PBH seguem horários específicos para o uso de som, definidos no alvará de cada cortejo. Em regra, os blocos de rua utilizam equipamentos sonoros das 8h às 22h, embora possam ocorrer variações conforme a região e o tipo de evento.

Enquanto isso, palcos oficiais e eventos especiais obedecem a horários autorizados previamente pela Belotur e pelos órgãos de fiscalização. Por outro lado, a legislação proíbe o uso de som automotivo fora dos eventos oficialmente cadastrados.

Além disso, a fiscalização atua de forma contínua para coibir excesso de volume, sobretudo em áreas residenciais e próximas a hospitais e unidades de saúde. Dessa forma, quem descumpre as regras, pode receber advertência, multa e até ter o evento encerrado.

Bebidas alcoólicas: o que é permitido durante a folia?

O Carnaval de Belo Horizonte permite o consumo de bebidas alcoólicas, porém impõe restrições importantes para garantir a segurança dos foliões. A legislação proíbe a venda e o porte de bebidas em recipientes de vidro nas áreas de concentração dos blocos e nos palcos oficiais.

Além disso, apenas ambulantes credenciados pela PBH podem comercializar bebidas durante a festa. Ao mesmo tempo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Com isso, a Prefeitura reduz riscos de acidentes e amplia a proteção do público.

Segurança reforçada e atuação integrada

Para garantir um Carnaval seguro, a PBH coordena uma operação que reúne cerca de 40 órgãos, entre municipais, estaduais, federais e privados. A estrutura envolve Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, equipes de saúde, fiscalização urbana e limpeza.



Durante os dias de folia, a fiscalização se intensifica para assegurar o uso adequado do espaço público. Por isso, a Prefeitura não permite a montagem de estruturas sem autorização, o bloqueio irregular de vias nem condutas como urinar em espaços públicos. Caso essas infrações ocorram, o Código de Posturas do Município prevê multas e outras penalidades.

Além disso, o esquema conta com monitoramento por câmeras e centros integrados de comando. Como resultado, edições recentes do Carnaval registraram queda nas ocorrências graves, o que fortalece a imagem de um evento organizado e acolhedor.

Uma festa de todos e para todos

A espontaneidade sempre marcou o Carnaval de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, manifestações populares estimularam a ocupação dos espaços públicos e, consequentemente, fortaleceram o surgimento de novos blocos. Em 2018, cerca de 3,8 milhões de pessoas participaram da festa. No ano seguinte, o público chegou a 4,3 milhões de foliões, distribuídos ao longo de 23 dias de programação oficial.

Nesse período, a cidade recebeu mais de 400 blocos de rua, além de palcos oficiais e desfiles de escolas de samba e blocos caricatos na avenida Afonso Pena. Assim, o Carnaval reforça seu caráter democrático e cresce a partir do diálogo com moradores, artistas e coletivos culturais.

Por fim, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, viabiliza o evento e mantém o Carnaval em constante construção. Com regras claras, planejamento e participação popular, a cidade mostra, ano após ano, que é possível celebrar com liberdade, responsabilidade e segurança.

Quais leis regem o Carnaval de Belo Horizonte?

As legislações municipais e federais sustentam a organização do Carnaval da capital mineira. Entre elas, o Código de Posturas de Belo Horizonte (Lei nº 8.616/2003) regula o uso do espaço público e a poluição sonora. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade.

Além disso, decretos municipais publicados anualmente detalham normas específicas para os dias de festa, enquanto a Belotur regulamenta o cadastramento de blocos, palcos e eventos oficiais.

O que pode e o que não pode no Carnaval de BH

Para quem vai às ruas, conhecer as regras garante uma experiência mais tranquila.

✅ O folião pode participar de blocos regularizados, consumir bebidas em recipientes descartáveis e comprar produtos de ambulantes credenciados.

🚫 Por outro lado, não pode portar garrafas de vidro, usar som automotivo irregular nem desrespeitar os horários definidos no alvará do evento.