Cultura

Memória de BH: Curral Del Rei ganha catálogo em evento gratuito no MHAB

Lançamento de catálogo no Museu Abílio Barreto terá roda de conversa e apresentação musical neste sábado (24), das 14h30 às 18h


Créditos da imagem: Divulgação
Maquete de um povoado colonial com igreja central de duas torres, casas e figuras em miniatura Maquete detalhada do Arraial do Curral Del Rei, tema da exposição que resgata a história e as memórias do antigo povoado mineiro

Ana Clara Parreiras

|
22/10/26 às 17:59
compartilhe

O Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte, recebe neste sábado (24), das 14h30 às 18h, o lançamento do catálogo da exposição Travessias do Curral Del Rei. Com entrada gratuita, o evento reúne uma roda de conversa sobre a memória do antigo povoado e uma celebração musical dedicada às ancestralidades e tradições culturais da região.

A programação inclui a roda de conversa Memórias e desmemórias do Arraial Curral Del Rei, mediada pelo curador da exposição, o historiador, escritor e professor Bruno Viveiros Martins. Participam do debate Adriane Garcia, Padre Mauro Luiz da Silva, Pai Ricardo de Moura e Jorge dos Anjos.

Nos intervalos entre as falas, a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente conduz a celebração musical Canto para os Ancestrais. A intervenção artística valoriza ancestralidades e tradições culturais relacionadas à trajetória do arraial.



Catálogo de Travessias do Curral Del Rei destaca o direito à memória

A publicação amplia o acesso às pesquisas e reflexões apresentadas na exposição Travessias do Curral Del Rei e reforça o compromisso das políticas culturais municipais com a preservação patrimonial e o direito à memória.

O catálogo e a exposição integram o projeto Museus Centro, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes.

Antes da construção de Belo Horizonte, o Arraial do Curral Del Rei tinha quase dois séculos de história, marcados por relações sociais, modos de vida, manifestações religiosas, festas e rotinas de trabalho.

Com a implantação da capital mineira, no fim do século 19, o antigo território passou a ser associado ao atraso, contribuindo para o apagamento de parte das memórias locais.