Mausoléus, esculturas e túmulos de personalidades históricas despertam o interesse de visitantes; em BH, Cemitério do Bonfim oferece visitas guiadas temáticas
Inaugurado em 1897, o Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, reúne esculturas, mausoléus e sepulturas históricas
Cemitérios históricos têm conquistado espaço nos roteiros turísticos por reunir obras de arte, monumentos funerários e histórias de personalidades que marcaram diferentes épocas. Conhecida como turismo cemiterial, a modalidade propõe explorar esses espaços como patrimônios culturais e históricos, para além de sua função funerária.
Com a proximidade do Halloween, celebrado em 31 de outubro, e do Dia de Finados, em 2 de novembro, esses locais ganham destaque como opções de visitação. A experiência permite conhecer diferentes estilos arquitetônicos, esculturas monumentais e aspectos da memória de cidades e sociedades.
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Em Paris, na França, o Cemitério do Père-Lachaise é uma das principais referências do turismo cemiterial. Inaugurado em 1804, o espaço abriga os túmulos de personalidades como Jim Morrison, vocalista da banda The Doors, o escritor Oscar Wilde e Allan Kardec. Além das figuras históricas, o local chama a atenção pela variedade de esculturas e monumentos funerários.
Entre os túmulos que despertam curiosidade está o do jornalista francês Victor Noir, morto em 1870. Uma escultura de bronze sobre sua sepultura está associada a uma crença popular relacionada à fertilidade e à sorte no amor.
Na capital argentina, Buenos Aires, o Cemitério da Recoleta é conhecido pelos mausoléus monumentais e pela diversidade de estilos arquitetônicos. Um dos túmulos mais visitados é o de Eva Perón, figura importante da história política e social do país. O espaço reúne construções que lembram pequenas capelas e mansões.
Em Praga, na República Tcheca, o Antigo Cemitério Judaico preserva milhares de lápides posicionadas muito próximas umas das outras, muitas delas inclinadas. A configuração está relacionada às limitações históricas de espaço enfrentadas pela comunidade judaica, que levaram à realização de sepultamentos em diferentes camadas.
O turismo cemiterial também inclui monumentos que abrigam restos mortais de personalidades reconhecidas mundialmente. Na França, o Complexo dos Inválidos guarda o túmulo de Napoleão Bonaparte. Na Itália, a Basílica de Santa Croce, em Florença, reúne sepulturas de figuras como Michelangelo e Galileu Galilei. Já em Roma, o Panteão abriga o túmulo do pintor Rafael Sanzio.
Além da relevância histórica das pessoas sepultadas, esses espaços preservam elementos artísticos e arquitetônicos que ajudam a compreender os costumes, as crenças e as transformações das sociedades ao longo do tempo.
Em Belo Horizonte, o Cemitério do Bonfim também integra iniciativas voltadas ao turismo cemiterial. Inaugurado em 1897, o espaço reúne mausoléus, esculturas, monumentos e sepulturas de personalidades ligadas à história da capital mineira.
O projeto Visitas Guiadas ao Cemitério do Bonfim promove caminhadas temáticas para apresentar o patrimônio funerário sob diferentes perspectivas. Idealizada pela historiadora e professora Marcelina das Graças de Almeida, a iniciativa busca valorizar o local como espaço de memória, arte e conhecimento, aproximando os visitantes de histórias relacionadas à formação e às transformações da cidade.
As visitas são realizadas mensalmente, às 9h, conforme o calendário divulgado pela organização. A próxima edição está prevista para 29 de novembro, com o tema Arte e artistas no espaço cemiterial.
Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no Instagram do projeto, pelo perfil @visitas_bonfim.