Do abrigo antiaéreo da Segunda Guerra ao novo mirante; conheça as histórias e o futuro do icônico prédio de BH
Os rostos indígenas que adornam a fachada do Edifício Acaiaca, como o detalhe na imagem, são parte das lendas que envolvem o ícone Art Deco.
Um gigante de concreto que guarda mais histórias do que seus 30 andares revelam no coração de Belo Horizonte. O Edifício Acaiaca, um dos cartões-postais da capital mineira, consolidou-se como um dos principais pontos turísticos da cidade, especialmente com a abertura de seu antigo abrigo antiaéreo e a inauguração de um mirante com vista panorâmica.
Projetado em 1943 e inaugurado oficialmente em 1947, o prédio na avenida Afonso Pena não é apenas um marco da arquitetura art déco. Seus corredores e salas escondem narrativas que misturam história, lendas urbanas e um futuro promissor como um ‘parque vertical’.
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Um de seus segredos mais bem guardados veio à tona no subsolo: um abrigo antiaéreo construído durante a Segunda Guerra Mundial. Projetado na era do presidente Getúlio Vargas para proteger pessoas de possíveis bombardeios, o espaço permaneceu fechado por décadas. Desde janeiro de 2025, o bunker está aberto à visitação pública, oferecendo uma viagem ao passado com suas grossas paredes de concreto e sistema de ventilação original.
Olhando para o céu, o Acaiaca também oferece novas experiências. Em maio de 2024, foi inaugurado em seu 26º andar um mirante que proporciona uma das vistas mais privilegiadas da cidade. A iniciativa faz parte de iniciativas para integrar turismo, cultura e história em um só espaço.
Além dos fatos históricos, o Acaiaca é palco de muitas lendas. Segundo relatos populares e o folclore urbano, figuras fantasmagóricas, como uma moça de vestido branco vagando pelos corredores, são citadas por antigos moradores e funcionários, contribuindo para a aura mística do edifício.
As famosas carrancas que adornam sua fachada também têm sua própria história. Ao contrário da crença de que homenageiam os construtores, elas representam figuras indígenas, em homenagem simbólica aos povos originários da região. O próprio nome “Acaiaca” remete a uma lenda indígena, reforçando a conexão do edifício com as raízes brasileiras.