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Exposição "50 anos em 5 atos" celebra cinquentenário do Palácio das Artes

Sensorial e imersiva, exposição apresenta o Centro Cultural de uma forma como poucos têm acesso, literalmente abrindo as cortinas e convidando o público para um mergulho em suas memórias



Créditos da imagem: Marcos Vieira/EM/D.A Press
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Para dar vida à exposição, o Estúdio MIR foi contratado, trazendo sua expertise em tecnologia, numa abordagem sensorial e imersiva. Serão utilizados recursos de inteligência artificial e softwares de última geração, aplicados em algumas das principais histórias desses cinquenta anos, divididas em cinco ambientes
Redação Sou BH
13/08 às 10:32
Atualizado em 13/08 às 10:32

Ao completar cinco décadas, o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, inaugura nesta sexta-feira (13) uma exposição inédita, a ser celebrada com o público, que conta parte de sua história de maneira contemporânea, abrindo espaço para a arte-tecnologia e todos os seus artifícios. “Palácio das Artes: 50 anos em 5 atos” vai ocupar a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard para apresentar o Centro Cultural de uma forma como poucos têm acesso, literalmente abrindo as cortinas e convidando o público para um mergulho em suas memórias.

De acordo com Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, é tempo de celebrar a arte e a cultura como fundamentais para a qualidade de vida, com seu imenso e inegável impacto social, humano e econômico a e intima conexão com o público estabelecida em todos esses anos. “O desafio atual é fazer das superações e conquistas legados e instrumentos de fortalecimento da cultura. A exposição “Palácio das Artes: 50 Anos em 5 Atos” joga luzes sobre a trajetória de 50 anos dessa importante instituição, que se mantém como farol e bússola para o futuro”, comemora.

Para Luciana Salles, diretora Cultural da Fundação Clóvis Salgado, “essa exposição fundamenta-se na experiência do público. A expografia passeia por momentos marcantes dessas cinco décadas, mas a imersão sensorial é que cumprirá o papel de remeter o visitante a algum momento vivido no Palácio das Artes. Ele é quem percorrerá as suas memórias vividas nessa Casa que é de todos”.

Para dar vida à exposição, o Estúdio MIR foi contratado, trazendo sua expertise em tecnologia, numa abordagem sensorial e imersiva. Serão utilizados recursos de inteligência artificial e softwares de última geração, aplicados em algumas das principais histórias desses cinquenta anos, divididas em cinco ambientes. Para o artista Brayhan Hawryliszyn, diretor da MIR, “a exposição é uma forma contemporânea de ler essa história do Palácio das Artes, que sempre acolheu projetos de vanguarda da arte e da cultura do Brasil e do exterior”.

Ao passar pelo Prólogo, na icônica fachada do prédio da Afonso Pena, onde é utilizado LED Mapping e imagens fotográficas, o público é convidado a visitar a exposição, composta por 5 atos repletos de lembranças e emoções.

Ato I
Palácio das Artes: 50 anos em 5 atos tem início no Portal, com efeitos sonoros e luminosos, sensores de movimentos Kinects e moving heads, que vai transportar o público para esta grande imersão. A primeira sala transmite a sensação de se adentrar no Grande Teatro prestes a receber um espetáculo, com o burburinho do público na expectativa do início de uma apresentação, a afinação da Orquestra, aplausos. Seu objetivo é dar as boas-vindas, em uma experiência surpreendente que convida à um mergulho nessa rica trajetória.

Ato II
Em seguida, hora de passear pelas memórias do Palácio, onde imagens transmitidas em telas translúcidas de 2,5m de altura apresentam um panorama dessas cinco décadas através de um imenso mosaico de fotos e vídeos que exibem desde as obras de criação e fundação do espaço, passando pelo incêndio do Grande Teatro, sua reconstrução e outros grandes momentos.

Ato III
O visitante chega ao momento da apoteose, onde uma projeção de video mapping 360º em uma área de mais de 350m² o transporta para dentro dos espetáculos “Entre o Céu e as Serras”, “Nabucco”, “Pipiripau”, “Madame Butterfly”, “A Viúva Alegre”, produzidos pela Fundação Clóvis Salgado e um filme original gravado no Palácio das Artes com participação dos corpos artísticos. O público está imerso em imagens que se constroem e se desconstroem por meio de inteligência artificial em um turbilhão de partículas animadas, mostrando toda a beleza e a pluralidade dessa história.

Ato IV
No Ato IV, o visitante é convidado, após tantos estímulos visuais, a conhecer os bastidores do Palácio por meio de depoimentos sonoros.  Trata-se de uma sala que leva ao relaxamento e à observação do Parque Municipal. Neste único ambiente iluminado pela luz natural, estão posicionadas caixas de som por onde será possível ouvir histórias dos bastidores do Palácio das Artes, narradas por pessoas que trabalharam ou vivenciaram grandes momentos. Duas dessas caixas de som receberão histórias em áudio dos visitantes da exposição, através de um QR code.

Ato V
No caminho final da exposição, o público conhece de perto alguns figurinos de óperas e produções icônicas da FCS. Ao adentrar o Ato V, uma última surpresa: uma instalação composta por objetos cênicos suspensos e uma iluminação dinâmica controlada pelo software Resolume, que cria um intrincado jogo de luz e sombra. No centro da obra, uma poltrona do Grande Teatro que tem, acima dela, uma explosão de diversos objetos cênicos que integraram as várias montagens artísticas nesses 50 anos. Um encerramento ao mesmo tempo material, poético e impactante.