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Projeto 'Amanhãs' debate o futuro do setor cultural pós-pandemia

Até sexta-feira (16), serão realizados 4 painéis, com as participações de lideranças das esferas público e privada, de norte ao sul do País



Créditos da imagem: Ciça Castello
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Antônio Grassi, diretor presidente do Inhotim, é um dos convidados
Redação Sou BH
15/04 às 09:32
Atualizado em 15/04 às 09:32

Começa nesta quinta-feira (15) o ciclo de debates “Amanhãs: Diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós Pandemia”, realizado pela Pólobh, com apoio Cultural do Sesc em Minas. Até sexta-feira (16), serão realizados 4 painéis, com as participações de lideranças das esferas público e privada, de norte ao sul do País, com objetivo de desenvolver estratégias e diálogos entre os diversos agentes da cadeia produtiva da cultura em busca de reflexões sobre novos modos de fazer.

“Em 2020, mercado cultural se viu em um momento desafiador, que demandou uma transformação repentina na forma de fazer e de levar cultura ao público. Produtoras e artistas se uniram e se reinventaram nas dificuldades para manterem a cultura viva. Agora, após os aprendizados gerados em 2020 e abertos aos desafios que se renovam em 2021, percebemos ser a hora de clarear as nossas ideias à frente do mercado, dialogar sobre como vamos sobreviver no presente e como será o nosso futuro. Esse ‘movimento de reinvenção’, com certeza, foi uma oportunidade de aprendizado. Mas como vamos seguir daqui para frente?”, explica Marisa M. Coelho, diretora da Pólobh.

O “Amanhãs: diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós Pandemia” será on-line e com acesso gratuito a todos os interessados sobre o mercado artístico e cultural e suas inovações cotidianas. As inscrições e os acessos se darão por meio da plataforma Sympla.

Painéis

A programação terá início no dia 15 de abril (5ª feira) com o painel “Amanhã 1 – A Era dos Festivais”, que irá propor uma reflexão sobre os festivais, eventos dedicados à reunião e difusão das artes pelo Brasil, e as mudanças inerentes para sua continuidade. “O objetivo é olhar para as perspectivas múltiplas e os novos formatos possíveis de desenvolvimento do fazer. Como reelaborar os festivais para dar a ver um futuro, no agora, para a produção artística?”, completa Marisa. Participam da mesa virtual Fernando Zugno (Diretor e Curador do Porto Alegre em Cena), representando as artes cênicas, Marah Costa (Diretora de Eventos da Belotur | Prefeitura Municipal de Belo Horizonte), representando os eventos públicos, Victor Magalhães (Gestor e Produtor Cultural - Coordenador Geral do Palco Hip Hop) representando a música, Steffen Dauelsberg (CEO Dellarte Solucões Culturais | Membro do Conselho Consultivo Instituto Dell'Arte), responsável por festivais e projetos de diferentes linguagens artísticas, e Lídia Mendes (Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte), representando a literatura.

Ainda no dia 15 acontecerá o painel “Amanhã 2 – Cultura e Economia”, dedicado a discutir o papel do mercado cultural no desenvolvimento e na recuperação econômica do país, no pós pandemia. Além disso, pretende-se debater quais estratégias podem ser adotadas pelos profissionais da cultura, pelas instituições culturais e pelo poder público para superar as dificuldades do momento e recuperar a capacidade de produção do setor. Os convidados para o tema são Gabriel Portela (Secretário Municipal Adjunto de Cultura de Belo Horizonte), a jornalista Carolina Braga (Fundadora do portal Culturadoria), Tatiana Silva (Cofundadora e Diretora Executiva do projeto FA.VELA), Eduardo Saron (Dirigente do Itaú Cultural) e Karla Danitza Almeida (Coordenadora de Programação Cultural - MM Gerdau).

O segundo dia (16/04) começa com o painel “Amanhã 3 – Acesso: para quem?”, que irá tratar da luta pela quebra de barreiras para que todos, indistintamente, tenham acesso aos espaços de arte e para afirmar que museus e espaços culturais como ambientes vivos que precisam ser ocupados por pessoas em sua múltipla diversidade. Este painel se dedica a olhar para o agora e trazer reflexões sobre o verdadeiro papel social que estes espaços culturais têm ocupado em meio à pandemia de Covid-19.  Será investigado o termo “acesso”. Ele se resume apenas aos cliques nas programações virtuais que eclodiram como solução no último ano ou está conectado às possibilidades de diálogos e iniciativas que perpassam pela democratização e garantia dos direitos culturais. Estão convidados Kátia Latufe (Diretora de Negócios da Sympla), Leonardo Moraes (Curador, etnomusicólogo e gestor do Grupo Negô Batista, de estudos e pesquisa, associado ao Laboratório de Etnomusicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Programa de Pós-Graduação em Música), Antônio Grassi (Diretor Presidente do Inhotim), e Milena Pedrosa (Subsecretária de Turismo do Estado de Minas Gerais).

Encerra a programação, no dia 16, o painel “Amanhã 4 – Centros Culturais: Desafios e Ressignificações”, dedicado a refletir sobre os impactos da pandemia nestes espaços, as possíveis estratégias para se pensar em sustentabilidade, as novas formas de conexões com o público e as oportunidades que podem surgir em meio a essa grande mudança estrutural. Será discutido, por meio de alguns cases ou propostas, o futuro da programação dos espaços culturais e o relacionamento com os clientes e os stakeholders considerando as tendências para o setor.

Participam deste painel Eliane Parreiras (Presidente da Fundação Clóvis Salgado), Natasha Faria (Surpreendente do Centro Dragão do Mar), Aline Vila Real (Diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte) e Ray Ribeiro (Gestora Cultural).  

“A proposta do ‘Amanhãs’ é criar um espaço de diálogo, de opiniões diversas e até contrárias, para que os debates sejam, de fato, uma contribuição para o setor, uma luz sobre as novas formas de fazer cultura a partir do ano de 2020. Por isso, selecionamos nomes com larga experiência no setor cultural e com diferentes vivências, para que novas ideias surjam, para contrapor tudo aquilo que sabíamos fazer até a pandemia”, diz Marisa M. Coelho.

Os debates do “Amanhãs: diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós Pandemia” serão mediados por profissionais que compõem a equipe do projeto Sessão Dez4Meia, nova frente de atuação do Sesc Palladium, que abre passagem para reflexões e ações que conectam o profissional do futuro ao contexto da Economia Criativa. A iniciativa tem como proposta realizar uma série de atividades formativas com o intuito de fomentar o cenário da economia cultural criativa em Belo Horizonte e facilitar as interações entre os profissionais.

"Estimular e possibilitar o intercâmbio de conhecimento entre diversas áreas criativas é uma das frentes do Sessão Dez4Meia. E o 'Amanhãs' é uma oportunidade para repensar negócios e descobrir soluções para atuações conjuntas no universo da economia criativa”, comenta a gerente do Sesc Palladium, Priscilla D’Agostini.


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