Em Belo Horizonte, cinema fica mais acessível para públicos específicos
Fonte
de entretenimento popular, o cinema está cada vez mais acessível ao público de
Belo Horizonte. Isso porque a capital conta com vários projetos que trabalham
para diminuir a distância entre o apaixonado pela sétima arte e as telonas. São
projetos como o Cinematerna, Chá no Cinema e Curta no Almoço, que atendem
grupos de pessoas com necessidades específicas e que, mesmo podendo pagar pelo
ingresso, deixaram de frequentar o cinema por algum motivo.
O
Cinematerna, por exemplo, é um projeto de nível nacional apoiado em Belo
Horizonte pela Cineart. Ele facilita a ida das mamães e seus bebês de até 18
meses ao cinema. Em uma sessão especial, com datas e horários pré-definidos, as
salas do Boulevard Shopping são preparadas para recebê-las, de forma que não se
perca nem o lazer e muito menos o conforto. A paulista Taís Viana, co-fundadora
do Cinematerna, explica que percebeu a necessidade de um projeto assim quando sua
filha nasceu. “Com a maternidade, diminui meu ritmo de trabalho e senti falta
de ir ao cinema, uma atividade que eu fazia com frequência”, conta Viana.
Após
conhecer outras mães e criarem um grupo de discussão pela internet, elas
agendavam pequenas “invasões” em sessões no meio da tarde e assim conseguiam
assistir aos filmes, acompanhadas dos filhos. Com o crescimento do grupo, o
projeto começou a andar com as próprias pernas. “Nessa hora, pedimos
autorização às redes de cinema para mudar as configurações das sessões e
preparar as salas”, conta. As sessões do projeto preocupam-se com detalhes como
luz diferenciada, som mais baixo, trocadores e estacionamento de carrinhos de
bebês, entre outros. Além de BH, o Cinematerna atende mais 34 cidades, em 14
estados brasileiros.
A
mostra Curta no almoço, que acontece sempre às sextas-feiras no Cine Humberto
Mauro, também atende um público que ama cinema, mas não tem muita
disponibilidade para ir. Localizado no Palácio das Artes, região central da
cidade, a sala exibe curtas-metragens no horário de almoço. Dessa forma,
pessoas que trabalham nos arredores do centro podem ir ao cinema no intervalo para
descanso. As exibições são gratuitas e acontecem a partir de 13h15.
Márcio
Antônio, de 38 anos, é vendedor e acha muito válida a iniciativa do projeto.
“Em vez de ficar rodando pela cidade, podemos aproveitar melhor esse tempo de
intervalo com cultura, entretenimento e informação”, comenta. Ele aprecia cada
dia mais a variedade de opções culturais que Belo Horizonte oferece e brinca: “não
tem aquela piada de que BH é a cidade dos bares? Pois é, também é a cidade da
cultura”.
A
administradora Tânia Torres, de 44 anos, também é frequentadora assídua das
mostras do Cine Humberto Mauro e sempre aproveita os horários livres para
curtir as sessões. “É ótimo poder vir e relaxar, principalmente na sexta-feira,
que é quando começamos a pensar o fim de semana”, conta. Ela completa que adora
a acessibilidade das mostras do local e assiste toda vez que tem
disponibilidade.