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Zélia Duncan escolhe BH para o seu primeiro show com público da turnê 'Pelespírito'

Cantora, que comemora 40 anos de carreira, conversou com o Sou BH sobre a apresentação no Cine Theatro Brasil



Créditos da imagem: Divulgação
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Na capital mineira, Zélia Duncan apresenta ao público o seu novo disco, Pelespírito. O álbum, com 15 canções, foi todo produzido durante a pandemia e, entre o folk, o country e a MPB, Zélia provoca um tom de ‘mistério’ nos ouvintes
Thiago Alves
07/10 às 09:10
Atualizado em 07/10 às 09:10

Há quase dois anos se apresentando sem a presença do público, a cantora e compositora Zélia Duncan já tem data para voltar a cantar para uma plateia que não seja totalmente virtual. No dia 22 de outubro, ela vai comemorar os 40 anos de carreira no palco do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte, cidade escolhida para o primeiro show da nova turnê.

O Sou BH conversou com a artista niteroiense, autora de hits que fizeram sucesso no Brasil, como 'Catedral', 'Tudo sobre você', 'Enquanto durmo' e 'Pagu'. Na capital mineira, Zélia Duncan apresenta ao público o seu novo disco, Pelespírito. O álbum, com 15 canções, foi todo produzido durante a pandemia e, entre o folk, o country e a MPB, Zélia provoca um tom de ‘mistério’ nos ouvintes.

"Sempre há a deliciosa expectativa e um punhado do mistério de cantar num palco. Mas estamos numa situação excepcional, estou longe do público há quase dois anos, portanto, obviamente será uma noite singular para mim e espero para quem estiver presente", conta.

O disco teve parceria de Zélia com o compositor pernambucano Juliano Holanda, de quem a cantora já havia gravado a inspirada canção O que mereço (2019) no álbum Tudo é um (2019). Ouvi-lo na ordem proposta pela cantora, revela as fases comuns a todos nesta quarentena: o se sentir estranho (Pelespírito), mirar os olhos para o belo quando se precisa ver o mundo da janela (Eu Moro Lá), encarar “300 anos" (Nas Horas Cruas), amar simplesmente (Nossas Coisinhas), encontrar a alegria dentro da tristeza (Raio de Neon) e buscar saídas (Onde É Que Isso Vai Dar?).

Que avaliação você faz de quatro décadas de carreira artística?
ZD: Se estou aqui, cheia de gás para mostrar músicas novas e subir no palco, se sobrevivi com saúde artística, é porque valeu e vale sempre a gente se arriscar, preparar novos saltos e seguir encontrando as pessoas.

São 15 discos gravados, sendo o último, “Pelespírito”, produzido durante a quarentena. Como foi esse processo de gravar 15 músicas com Juliano Holanda à distância e quais sentimentos você quis transmitir com essas canções?
ZD: Foi uma salvação pra nós termos composto sem parar e pelo retorno dos que ouvem, conseguimos alcançar as pessoas. O disco fala de sentimentos comuns a todos, que tiveram que se isolar, cheios de dúvidas sobre o futuro, mas também descobrindo que amor e resistência nos ajudariam, como ajudaram tanto. e até hoje, claro.

Entre os muitos discos que lançou, há algum que é o seu preferido? E por quê?
ZD: Tenho álbuns muito especiais que lutei muito pra fazer. Os primeiros afirmam minha presença com Christiaan Oyens, depois fui diversificando e nunca mais parei de me desafiar, por isso é tão difícil escolher. Vou ficar com Pelespírito, por tudo que ele representa hoje.

Mesmo com uma carreira de sucesso e longa como a sua, a volta ao show presencial ainda dá um frio na barriga? E o que o público de BH pode esperar desta apresentação?
ZD: Sempre há a deliciosa expectativa e um punhado do mistério de cantar num palco. Mas estamos numa situação excepcional, estou longe do público há quase dois anos, portanto obviamente, será uma noite singular pra mim e espero, pra quem estiver presente. Estou fazendo 40 anos de carreira, será um show de frescor e também de comemoração.

Até pouco tempo, você não utilizava muito as redes sociais. Ultimamente, você é muito ativa, expondo sua opinião e abrindo um debate a respeito de importantes temas, como política, racismo e homofobia. O que se deve a essa mudança?
ZD: Ao tempo violento, ao  fascismo crescente, à agressividade da ignorância, querendo nos impedir de viver e sermos livre. O Brasil nunca foi um lugar seguro para minorias, mas estamos ainda piores e acredito que, como cidadã e artista, preciso participar. Faço o que posso e o que consigo. Não quero me omitir, num momento tão delicado, quero o coletivo, só acredito nisso. Como país, estamos doentes. Nossa cura, para além da vacina, que é fundamental, está em nos olharmos com coragem para combater os males de séculos, que se sedimentam perigosamente agora.

Serviço
Show PELESPÍRITO de Zélia Duncan chega a Belo Horizonte
Data: 22 de outubro de 2021
Horário: 21h
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec
Endereço: Av. Amazonas, 315 - Centro, Belo Horizonte
Ingressos:  Plateia I - Primeiro lote: Inteira: R$100 | Meia-entrada: R$50
Plateia II - Primeiro lote: Inteira: R$100 | Meia-entrada: R$50
Meia-entrada de acordo com a Lei em vigor no site
Vendas no site EVENTIM: https://bit.ly/3CRQRjV e na bilheteria do Cine Theatro Brasil
Telefone:(31) 3201-5211 ou (31) 3243-1964