Preço médio chega a R$ 50,13 por metro quadrado, e alta leva moradores a buscar imóveis menores ou em bairros mais afastados
Alta nos preços dos aluguéis em Belo Horizonte faz moradores ampliarem a busca por imóveis em bairros mais afastados e na Região Metropolitana
O valor do aluguel em BH residencial registrou alta de 4,4% no primeiro semestre de 2026, superando a inflação acumulada no período, que foi de 3,2%. Os dados são do Índice FipeZAP, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal ZAP Imóveis.
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Segundo o levantamento, o preço médio do aluguel na capital mineira chegou a R$ 50,13 por metro quadrado. Entre os bairros com os valores mais elevados estão Santo Agostinho, com média de R$ 73,70 por metro quadrado, seguido por Savassi (R$ 69,40/m²) e Belvedere (R$ 67,40/m²).
Especialistas do setor atribuem a valorização ao desequilíbrio entre oferta e demanda. A procura por imóveis para locação continua superior ao número de unidades disponíveis, o que mantém os preços em alta.
Outro fator apontado é a mudança no perfil dos locatários. A demanda por apartamentos compactos e condomínios com áreas compartilhadas, como lavanderias, academias e espaços de convivência, aumentou nos últimos anos. No entanto, a oferta desse tipo de imóvel ainda é considerada insuficiente para atender ao mercado da capital.
Com o aumento dos preços, muitos moradores têm ampliado a busca por imóveis em bairros mais afastados do Centro ou até mesmo em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A estratégia busca reduzir os custos com moradia, ainda que implique deslocamentos maiores no dia a dia.
A alta dos aluguéis também tem incentivado parte dos inquilinos a considerar a compra da casa própria como alternativa para evitar reajustes frequentes e reduzir os gastos de longo prazo com locação.