Projeto Suncatcher visa instalar centros de dados na órbita terrestre; missão inaugural testará como a tecnologia resiste à radiação espacial
Google avança na fronteira da inteligência artificial no espaço com seu Projeto Suncatcher para processamento de dados
O Google anunciou nesta quinta-feira (24) o lançamento do primeiro satélite protótipo do Projeto Suncatcher, iniciativa que testa o processamento de inteligência artificial no espaço. A missão investiga a viabilidade de instalar centros de dados na órbita baixa da Terra.
O objetivo do projeto é aproveitar a luz solar de forma quase contínua para alimentar estruturas de computação em órbita. O lançamento está previsto para a próxima semana, a bordo do voo compartilhado Transporter-18, da SpaceX, em parceria com a Planet Labs.
Segundo o Google, os testes vão avaliar como as unidades de processamento de tensor (TPUs) suportam a radiação, o vácuo espacial e as variações térmicas extremas do ambiente orbital.
O Projeto Suncatcher é uma iniciativa do Google que investiga a possibilidade de instalar centros de dados na órbita baixa da Terra. A proposta é usar a disponibilidade quase contínua de luz solar para alimentar estruturas destinadas ao processamento de inteligência artificial.
Nesta primeira etapa, a empresa pretende coletar dados sobre o funcionamento dos componentes em condições espaciais e identificar possíveis limitações da tecnologia.
O satélite protótipo do Projeto Suncatcher será usado para avaliar o desempenho das TPUs, componentes desenvolvidos pelo Google para acelerar cargas de trabalho de inteligência artificial.
Os equipamentos serão submetidos às condições encontradas na órbita baixa da Terra, incluindo:
Os testes devem ajudar a empresa a entender como os componentes eletrônicos se comportam fora do ambiente terrestre.
Um dos principais desafios é monitorar possíveis danos provocados pela radiação nos componentes eletrônicos. O projeto também vai testar um sistema de resfriamento que combina tubos de calor e radiadores.
O Google afirma que esta primeira fase tem como objetivo coletar dados e identificar possíveis pontos de falha. Portanto, o lançamento não pretende demonstrar o funcionamento de um data center orbital completo.
A etapa é parte de uma investigação sobre os desafios técnicos necessários para levar estruturas de computação para o espaço.