Economia

Por que o Edifício Acaiaca voltou a ser o metro quadrado mais cobiçado?

O interesse renovado pelo prédio histórico tem movimentado o mercado imobiliário e comercial do Hipercentro; entenda o impacto econômico


Créditos da imagem: Divulgação
Edifício Acaiaca, prédio alto Art Déco, em Belo Horizonte, visto de baixo contra céu azul. O Edifício Acaiaca, ícone Art Déco de Belo Horizonte, se destaca como marco arquitetônico e centro de renovação urbana.

Maria Clara Landim

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06/04/26 às 09:11 - Atualizado em 06/04/26 às 12:05
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O Edifício Acaiaca, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, vive um momento de redescoberta que vai muito além de sua imponente fachada art déco. Com seus quase 130 metros de altura distribuídos em 30 andares, o gigante do Hipercentro voltou a atrair os olhares de moradores, turistas e investidores, impulsionado por uma combinação de resgate histórico e uma vibrante ocupação comercial e cultural.

Essa efervescência tem movimentado o mercado imobiliário na região central, transformando o prédio em um dos endereços mais desejados da capital mineira. A procura por salas e apartamentos no local aumentou, refletindo um interesse que une nostalgia e novas oportunidades de negócio.

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O que explica o novo interesse?

Um dos principais fatores que ajudam a entender essa redescoberta foi a abertura de seu misterioso abrigo antiaéreo para visitação, realizada em janeiro de 2025. As visitas guiadas ao espaço, construído durante a Segunda Guerra Mundial para proteger até 300 pessoas, despertaram uma imensa curiosidade sobre os segredos guardados nos subsolos do edifício, consolidando-o como um ponto turístico.

Um novo polo cultural e comercial

O interesse renovado não se limita aos seus espaços históricos. O Acaiaca se consolidou como um polo de lazer e entretenimento, atraindo um público que busca experiências únicas no coração da cidade. Um terraço com vista panorâmica, restaurantes, cafés e espaços de economia criativa se instalaram no prédio, revitalizando seus corredores.

Essa nova vocação transformou o edifício em um destino por si só. A combinação de arquitetura icônica, localização estratégica e uma agenda de eventos diversificada faz com que o fluxo de pessoas seja constante, especialmente nos fins de semana.

O resultado é um impacto direto na economia local. O movimento aquece não apenas o mercado imobiliário, mas também o comércio do entorno. O Acaiaca deixou de ser apenas um marco arquitetônico para se tornar um protagonista ativo na vida cultural e social de Belo Horizonte.