Educação

Congresso Mineiro de TEA debate avanços com mais de 70 especialistas

Maior evento sobre neurodiversidade do país chega a Belo Horizonte com foco em acolhimento, direitos das famílias e inovações científicas


Créditos da imagem: Kaike fotografia
Público atento em auditório com fileiras de cadeiras, câmeras de vídeo e placas 'RESERVADO' Participantes e profissionais atentos no Congresso Mineiro de TEA, evento que consolida discussões sobre autismo e neurodesenvolvimento.

Ana Clara Parreiras

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04/11/26 às 15:43 - Atualizado em 04/11/26 às 15:51
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O Congresso Mineiro de TEA reúne mais de 70 especialistas em Belo Horizonte para discutir autismo e neurodesenvolvimento. A iniciativa é resultado da parceria entre os projetos Montando um Time e Integrar TEA. O movimento ganhou alcance nacional após registrar 1.300 participantes na primeira edição e superar 1 milhão de visualizações nas redes digitais nos últimos 90 dias.



Liderança e vivência pessoal

A médica Florence Assis é CEO e idealizadora do Congresso Mineiro de TEA. Com atuação nos hospitais Madre Teresa e Biocor Instituto, ela é mãe atípica de cinco meninos, sendo dois autistas e um disléxico. Florence recebeu o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 43 anos, uma identificação tardia que também ocorre entre mulheres no espectro.

A liderança do movimento conta ainda com o procurador do Estado do Rio Grande do Sul Gustavo Lavorato, mestre em Direito e idealizador do projeto Montando um Time, e a arteterapeuta Rosely Rossito, que atua em processos de comunicação, arte e acolhimento.

Florence Assis explica a origem da iniciativa: “o nosso congresso nasceu do coração de uma família atípica que sentia a urgência de transformar a dor da busca por orientação em uma rede sólida de conhecimento científico e acolhimento.”

Programação aborda autismo e neurodesenvolvimento

A programação do Congresso Mineiro de TEA reúne diferentes áreas do conhecimento e aborda temas relacionados ao diagnóstico, às intervenções terapêuticas, às políticas públicas e aos direitos das pessoas autistas.

O evento conta com uma banca examinadora para trabalhos acadêmicos e promove o diálogo entre profissionais da saúde, da educação e do meio jurídico.

Entre os especialistas participantes estão neurologistas, psiquiatras, fonoaudiólogos, psicólogos, educadores físicos, pedagogos e advogados, além de artistas autistas. Os debates incluem desenvolvimento motor, nutrição, musicoterapia, sono, intervenção precoce e inclusão escolar.

Gustavo Lavorato destaca a importância da articulação entre ciência e direito: “a consolidação deste congresso prova que a sociedade, a ciência e o direito precisam caminhar lado a lado. Estamos construindo um legado de inclusão que capacita profissionais e garante que os direitos dos autistas sejam não apenas conhecidos, mas respeitados em todas as instâncias.”