Pinot noir, malbec, carbenet sauvignon e outros termos que você sempre quis saber, mas não sabia a quem perguntar
Por Débora Gomes, jornalista Sou BH
Você
também morre de curiosidade para saber qual a diferença entre um vinho malbec e
um cabernet sauvignon? Ou qual a diferença, além da cor, entre um vinho rosé e
um tinto? Então, não desgrude os olhos das próximas linhas do texto. Preparamos
um guia com dicas preciosas para os que querem entender um pouco mais sobre a
bebida dos deuses.
O tipo de uva
Os
vinhos são divididos, basicamente, em branco, tinto, rosé e espumante. E é aí
que entram as protagonistas da história: as uvas. São elas que definem o tipo
da bebida e, normalmente, têm seus nomes estampados nos rótulos. Segundo a
proprietária da Casa do Vinho (Av. Bias Fortes, 1543, Lurdes e Av. Bandeirantes, 504, Mangabeiras) Luiza Matini, existem aproximadamente cinco mil
variedades de uvas viníferas, entre as tintas e as brancas.
A categoria de vinho
Em
categorias, é possível dividir a bebida entre secos, suaves e doces. Os vinhos
secos são aqueles que dão a sensação adstringente no paladar do consumidor. Já
os suaves, têm o paladar macio e aveludado. Os doces, como diz o próprio
nome, dão a sensação de adocicado, nítido e intenso. Aliás, os vinhos doces são
conhecidos como vinhos de sobremesa, como os licorosos. “De forma bem genérica podemos dizer que
os espumantes são grandes ‘coringas’ pois podem ser servidos como aperitivos
(os mais leves), durante a refeição (os mais complexos) e com a sobremesa (os
suaves)”, explica Luiza.
A formação do vinho
Segundo
Luiza, o sabor do vinho está relacionado diretamente ao terroir, termo que se
refere a um conjunto de fatores que vão de clima, solo, terreno à tradição. “Ou
seja, características únicas de uma determinada região”, completa.
O ritual do vinho
Sabe
aquele pouquinho de vinho que os garçons servem apenas para uma pessoa da mesa
em restaurantes? Nada mais é que uma prova para identificar se há algum defeito
na bebida, como por exemplo, se ele avinagrou. “Um vinho só pode ser rejeitado em caso de defeito, infelizmente
gosto é particular e nem sempre se consegue agradar a todos”, explica Luiza, e
aconselha: “caso esteja em um restaurante, é muito importante passar todas as
informações possíveis para o sommelier para que ele consiga interpretar o seu
gosto e fazer a indicação mais apropriada para você”.
Decantar
o vinho também é importante. E nada mais é que colocar a bebida em um
recipiente apropriado, o decanter, para separar as borras, em caso de vinhos
mais velhos ou não filtrados, ou para aumentar a oxigenação e fazer com que ele
fique mais ‘macio’ ao paladar. “O processo de oxigenação ajuda a ‘abrir’ os
aromas e ‘amaciar’ os taninos principalmente no caso dos vinhos mais jovens,
que tendem a ser mais agressivos”, explica Luiza.
Agora que você já conhece um pouco mais sobre vinhos, confira também nosso especial com os quatro melhores locais para se comprar vinho em BH. Boa degustação!