Mudança busca garantir mais segurança, atender à causa animal e preservar o turismo, com indenização e adaptação para os charreteiros
Carruagem elétrica: projeto de Poços de Caldas (MG)
Cidades turísticas de Minas Gerais estão substituindo as tradicionais charretes puxadas por cavalos por modelos elétricos, em uma mudança que envolve legislação municipal, acordos com o Ministério Público e medidas de compensação para os trabalhadores do setor. A iniciativa busca manter o passeio turístico, mas reduzir riscos de acidentes e preocupações com o bem-estar animal.
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A transição tem sido motivada por episódios envolvendo maus-tratos e falhas de segurança no uso de animais, levando prefeituras a aprovarem leis que proíbem a tração animal. Em cidades históricas como Tiradentes, já foram entregues carruagens elétricas a condutores locais, com previsão de substituição total dos veículos tradicionais até o fim do ano.
No Sul de Minas, Poços de Caldas encerrou oficialmente os passeios com cavalos após mais de um século de tradição. Apesar disso, o novo sistema com carruagens elétricas ainda depende de estudos e de um processo de concessão pública para começar a operar. Enquanto isso, cerca de 40 charreteiros serão indenizados e receberão auxílio financeiro temporário para a manutenção dos animais.
Outros municípios também seguem o mesmo caminho. Em Caxambu, a atividade com charretes tem prazo para ser encerrada, enquanto em São Lourenço a proibição já está em vigor desde 2023. Nesses locais, trabalhadores receberam compensações financeiras e apoio durante o período de adaptação.
Com os veículos elétricos, a proposta é modernizar o serviço turístico, oferecendo mais segurança, maior tempo de operação e melhores condições de circulação, ao mesmo tempo em que se preserva parte da experiência tradicional — agora sem o uso de animais.