Plataforma reúne dados sobre a aplicação do imunizante em bebês prematuros e crianças com condições de saúde que elevam o risco de complicações respiratórias.
Imunizante é indicado para crianças com condições da saúde específicas
O Ministério da Saúde lançou um painel do nirsevimabe, ferramenta digital que permite monitorar a aplicação do anticorpo monoclonal utilizado na prevenção de casos graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A plataforma reúne indicadores de imunização de todo o Brasil e permite acompanhar a distribuição das aplicações entre os grupos mais vulneráveis às complicações provocadas pelo vírus.
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A plataforma foi desenvolvida em conjunto pelo Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde (DEMAS), vinculado à Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), e pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Por meio dos dados disponibilizados, gestores e profissionais de saúde podem identificar regiões com menor número de aplicações e planejar estratégias para ampliar a proteção do público elegível, incluindo ações de busca ativa. As informações também auxiliam no acompanhamento epidemiológico e na organização de respostas a possíveis surtos.
O acesso ao painel é público e permite diferentes formas de consulta, por local de residência ou de ocorrência da aplicação. Além de profissionais e gestores, representantes da sociedade civil e demais interessados podem utilizar a ferramenta para acompanhar os indicadores de imunização no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Vírus Sincicial Respiratório está entre os principais agentes causadores de infecções respiratórias em bebês e crianças pequenas. Em determinados casos, pode provocar complicações graves, principalmente entre prematuros e crianças com condições específicas de saúde.
O nirsevimabe é indicado para bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, independentemente do peso ao nascer, além de crianças de até 24 meses que apresentem condições de saúde previstas nos critérios do Ministério da Saúde.
A indicação também contempla crianças com cardiopatias congênitas, displasia broncopulmonar, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.
A aplicação deve respeitar as recomendações e os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para cada grupo.
Os indicadores apresentados na plataforma são alimentados por registros da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). A combinação das bases permite aprimorar a qualidade das informações, minimizar registros duplicados e reduzir inconsistências.
A organização dos dados por residência e ocorrência também possibilita análises territoriais mais detalhadas. Dessa forma, estados e municípios podem identificar demandas específicas e direcionar as estratégias de imunização conforme as necessidades de cada população.
O painel do Ministério da Saúde está disponível gratuitamente na internet e oferece duas modalidades de consulta:
A ferramenta pode ser acessada por meio dos canais oficiais do Ministério da Saúde.