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Entenda o câncer no sistema linfático que enfrentou o cantor Netinho

Especialistas explicam os sinais de alerta da doença, como funciona o diagnóstico precoce e os tratamentos avançados disponíveis na saúde


Créditos da imagem: Reproduçãol
Ilustração médica do sistema linfático, linfonodos e células de linfoma. Logo: Dr. Marcel Brunetto Hematologia Entenda como o câncer, como o linfoma, afeta o sistema linfático do corpo humano

Maria Clara Landim

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13/10/26 às 11:47
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O cantor baiano Netinho morreu nesta terça-feira, em Salvador, aos 60 anos, em decorrência de complicações de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que atinge o sistema linfático. Conhecido nacionalmente como uma das grandes vozes do axé nos anos 1990 e intérprete do clássico “Milla”, o artista enfrentava a enfermidade nos últimos meses. O quadro clínico trouxe à tona dúvidas sobre o funcionamento dessa parte vital do corpo humano e os perigos ligados ao desenvolvimento de tumores na região.

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Como age o câncer no sistema linfático

O sistema linfático integra a rede de defesas do organismo e atua no combate a infecções. Ele reúne vasos, tecidos e pequenos órgãos chamados linfonodos ou gânglios, espalhados por áreas como pescoço, axilas, virilha e tórax. Quando as células de defesa sofrem mutações genéticas e passam a se multiplicar sem controle, surge o tumor conhecido clinicamente como linfoma.

Existem dezenas de subtipos dessa condição, divididos principalmente entre linfomas de Hodgkin e linfomas não Hodgkin. Cada classificação exige abordagens terapêuticas distintas, porque o ritmo de avanço celular varia de formas indolentes, de crescimento lento, até variações agressivas que pedem intervenção imediata.

Sinais de alerta mais frequentes

O principal indicativo físico costuma ser o surgimento de ínguas indolores na pele. O aumento de volume nos gânglios pode surgir no pescoço, na região da clavícula ou nas axilas sem apresentar dor ao toque. Esse inchaço persiste por semanas e não regride com o uso de medicamentos comuns para infecções rotineiras.

Outras manifestações merecem atenção imediata quando aparecem combinadas:

  • febre diária sem causa aparente, geralmente no final da tarde;

  • suor noturno intenso que chega a molhar as roupas de cama;

  • perda involuntária de mais de dez por cento do peso corporal;

  • cansaço extremo e fraqueza contínua nas atividades diárias;

  • coceira persistente pelo corpo sem lesões visíveis na pele.

Diagnóstico e opções terapêuticas

A confirmação do quadro exige a retirada de uma pequena amostra do gânglio alterado para análise em laboratório. A biópsia define o tipo exato das células doentes. Exames de imagem como tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons avaliam a extensão do tumor por outros órgãos do corpo.

A medicina disponibiliza diferentes recursos para conter o avanço das células anormais. O tratamento pode envolver quimioterapia convencional para destruir as células cancerosas e imunoterapia, recurso que capacita o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater a doença.

Em determinadas situações, a radioterapia atua localmente para reduzir lesões específicas. Casos mais complexos ou recidivas podem demandar transplante de células-tronco para restaurar a medula óssea. O acesso rápido aos exames e o início tempestivo dos protocolos ampliam as possibilidades de remissão completa da enfermidade.