Exposição gratuita no Palácio das Artes reúne obras de estudantes do CEFART e homenageia Arlinda Corrêa Lima. Visitação até 26 de julho
Estudantes do CEFART ocupam galerias do Palácio das Artes em mostra que celebra os 55 anos do complexo cultural
Quem visitar o Palácio das Artes nas próximas semanas poderá conferir uma exposição que une memória, formação artística e produção contemporânea. Além disso, a iniciativa integra as comemorações pelos 55 anos do complexo cultural. A 17ª Mostra da Escola de Artes Visuais do CEFART, intitulada Permanências: Revisitar passados para construir futuros, ocupa diferentes espaços expositivos e tem entrada gratuita. A programação segue até 26 de julho.
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Neste ano, a mostra presta homenagem à pintora, professora, ceramista e psicopedagoga Arlinda Corrêa Lima. A artista dá nome a uma das galerias do Palácio das Artes. Além disso, ela integra o acervo da Fundação Clóvis Salgado.
Ao todo, o público poderá conhecer 19 imagens. Dessas, 18 foram produzidas por estudantes da Escola de Artes Visuais do CEFART. Já uma obra é assinada por Arlinda. Além das imagens, a exposição reúne pop cards e intervenções artísticas espalhadas pelos espaços culturais.
Segundo a coordenação da Escola de Artes Visuais, os trabalhos dialogam com o legado da artista. Ao mesmo tempo, apresentam diferentes linguagens contemporâneas. Flores, memória, identidade e processos criativos aparecem como elementos recorrentes.
Mais do que expor trabalhos, a iniciativa também funciona como um espaço de formação profissional. Por isso, os estudantes participaram da elaboração do conceito curatorial, da seleção das obras e da organização da exposição.
As produções foram escolhidas por meio de um chamamento interno. Além disso, a seleção reúne pinturas, fotografias, colagens e trabalhos produzidos com diferentes técnicas.
A mostra também encerra o semestre letivo dos cursos de Arte Educação, Curadoria, Expografia e Assistente de Produção Cultural. Dessa forma, os alunos colocam em prática os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula.
Além da exposição, a programação oferece atividades abertas ao público. Entre elas, estão rodas de conversa, oficinas, ações de mediação cultural e intervenções artísticas colaborativas.
Na abertura, realizada na sexta-feira (26), os visitantes acompanharam uma conversa sobre a presença das mulheres artistas na história de Belo Horizonte. Em seguida, participaram de pinturas coletivas, instalações sonoras e projeções videográficas.
Enquanto isso, outras galerias do Palácio das Artes recebem uma exposição com obras do acervo da Fundação Clóvis Salgado. Assim, a programação reforça as celebrações pelos 55 anos da instituição.
A edição de 2026 também marca os 10 anos da Escola de Artes Visuais do CEFART. Desde 2022, a instituição desenvolve projetos que homenageiam artistas presentes no acervo da Fundação Clóvis Salgado.
Além disso, estudantes produzem recursos de acessibilidade, como audiodescrições, obras táteis e ações de restauração. Com isso, a formação artística se aproxima da preservação do patrimônio cultural.
Por fim, a mostra fortalece o diálogo entre ensino, memória e produção artística. Ao mesmo tempo, amplia a participação dos estudantes nos espaços expositivos do Palácio das Artes.
Após o encerramento da mostra presencial, a exposição poderá ser visitada em formato virtual no site da Fundação Clóvis Salgado.