Turismo

Luzes no Patrimônio: igrejas de Minas viram experiência sensorial

Iniciativa na Estrada Real une arte, fé e tecnologia para iluminar e ressignificar 12 templos históricos; veja as cidades participantes


Créditos da imagem: Divulgação
Igreja histórica com iluminação roxa e dourada, cruz brilhante, e pessoas em praça noturna. Igreja de São João del-Rei, iluminada cênicamente à noite como parte do projeto "Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real".

Vanessa Alves

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30/03/26 às 11:38 - Atualizado em 30/03/26 às 11:48
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O projeto “Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real” está transformando 12 igrejas tombadas em cidades históricas de Minas Gerais em experiências sensoriais. A iniciativa utiliza iluminação cênica e cenografia para propor uma nova forma de vivenciar o patrimônio religioso, unindo tecnologia, arte e espiritualidade.

A ação faz parte do programa Minas Santa, do Governo de Minas Gerais, que terá sua quarta edição em 2026. Coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), o projeto conta com o patrocínio da Cemig e é realizado em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e a Fundação Clóvis Salgado (FCS).

Igreja de São Francisco de Assis, em Mariana, integra o roteiro do projeto durante a Semana Santa – Crédito: Divulgação

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O objetivo é consolidar o estado como um dos principais destinos do país durante a Semana Santa, integrando fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo. Ao longo do Caminho Religioso da Estrada Real, a iluminação busca ressignificar a experiência de fiéis e turistas, especialmente à noite, quando a visibilidade dos monumentos é reduzida.

A iluminação cênica valoriza a arquitetura e amplia a dimensão simbólica dos templos, criando uma ambiência que fortalece a conexão entre fé, memória e paisagem. O projeto também inclui intervenções artísticas, com obras visuais inspiradas nos 12 apóstolos, e performances cênicas para reforçar o caráter imersivo da proposta.

Itallo Gabriel, diretor de Conservação e Restauração do Iepha-MG, afirma que a valorização do patrimônio passa pela forma como ele é percebido. “Ao iluminar igrejas e paisagens históricas, o projeto não apenas destaca a materialidade desses bens, mas também potencializa aquilo que é invisível: a fé, a memória e os significados que habitam nesse espaço”, explica.

Segundo ele, a luz atua como mediadora, revelando camadas simbólicas e ampliando a conexão entre as pessoas e a herança cultural. “Assim, mais do que iluminar estruturas, a iniciativa ilumina sentidos, permitindo que o patrimônio seja redescoberto, vivido e reconhecido em sua dimensão mais profunda”, completa.

Celebrações religiosas fazem parte da programação da Semana Santa em MG – Crédito: Divulgação

Igrejas participantes do projeto

O roteiro de iluminação abrange 12 templos e o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté. Confira a lista completa:

  • Ouro Preto: Igreja de São Francisco de Assis

  • Tiradentes: Igreja Matriz de Santo Antônio

  • São João del-Rei: Igreja Nossa Senhora do Carmo

  • Congonhas: Igreja Nossa Senhora da Conceição

  • Catas Altas: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

  • Santa Bárbara: Igreja Matriz de Santo Antônio

  • Caeté: Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso e Santuário de Nossa Senhora da Piedade

  • Mariana: Igreja São Francisco de Assis e Igreja Nossa Senhora do Carmo

  • Barbacena: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade

  • Sabará: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

  • Diamantina: Igreja de São Francisco de Assis

  • Itabirito: Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem