Cemitério do Bonfim terá visita guiada gratuita sobre personalidades políticas neste domingo (18), em BH. Veja como participar
O Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, recebe visita guiada sobre personalidades políticas sepultadas no local neste domingo (18)
O Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, recebe neste domingo (18) uma visita guiada dedicada às personalidades políticas que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil. Com o tema “Personalidades políticas no Bonfim”, a atividade começa às 9h e convida o público a conhecer trajetórias de figuras públicas que têm seus túmulos na necrópole.
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O passeio é gratuito, tem duração aproximada de duas horas e oferece 40 vagas. Durante o percurso, os participantes poderão conhecer histórias relacionadas à vida política do país e observar monumentos e mausoléus que preservam parte da memória da capital mineira.
O Cemitério do Bonfim reúne túmulos de personalidades que ocuparam cargos importantes na administração pública e participaram de diferentes períodos da história política brasileira. Entre elas estão Olegário Maciel, Raul Soares, Silviano Brandão e Benedito Valadares, nomes ligados ao governo de Minas Gerais.
Silviano Brandão governou o estado entre 1898 e 1902, nos primeiros anos da capital mineira. Já Olegário Maciel esteve à frente do governo estadual de 1930 a 1933, durante o início da Era Vargas. Raul Soares governou Minas Gerais entre 1922 e 1924, enquanto Benedito Valadares ocupou o cargo de 1933 a 1945.
Essas trajetórias atravessam momentos importantes da história republicana brasileira. Por isso, conhecer os túmulos dessas personalidades também permite relacionar suas histórias às transformações políticas e sociais que marcaram Minas Gerais ao longo do século XX.
A história política mineira também aparece na arquitetura e nos monumentos do Bonfim. Os mausoléus e as esculturas funerárias revelam como diferentes épocas homenagearam figuras públicas e registraram a memória de pessoas que ocuparam posições de destaque na sociedade.
Além dos políticos, o cemitério abriga os túmulos de personalidades de outras áreas, como o religioso Padre Eustáquio e o jornalista e escritor Roberto Drummond. O espaço também guarda a sepultura de Júlia Kubitschek, mãe do ex-presidente Juscelino Kubitschek.
Dessa forma, o percurso permite observar como a história de Belo Horizonte se relaciona com as trajetórias de pessoas que participaram da vida pública, da cultura e da formação social do estado.
Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, o Cemitério do Bonfim é a necrópole mais antiga de Belo Horizonte. O espaço foi planejado durante a construção da nova capital mineira, em um período de mudanças na organização urbana e nos costumes relacionados ao sepultamento dos mortos.
Ao longo de mais de um século, o local reuniu esculturas, mausoléus e monumentos que formam um importante acervo artístico. Muitas obras foram produzidas por escultores italianos que chegaram ao Brasil no final do século XIX.
Entre os estilos encontrados no cemitério estão referências à Belle Époque, ao Art Déco e ao Modernismo brasileiro. Por isso, o Bonfim também desperta o interesse de pesquisadores, estudantes e visitantes interessados em história, arquitetura e artes visuais.
A visita faz parte do projeto Visita Guiada ao Cemitério do Bonfim, que apresenta diferentes aspectos históricos, artísticos e culturais da necrópole. A iniciativa ocorre mensalmente e propõe novas perspectivas sobre um espaço que, além de receber sepultamentos, preserva parte da memória da cidade.
O projeto começou em 2012, a partir de uma iniciativa da historiadora Marcelina das Graças de Almeida, professora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). A atividade é realizada em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB).
Conhecido como necroturismo, esse tipo de visitação também acontece em cemitérios históricos de outras cidades do mundo. Em Belo Horizonte, a proposta aproxima o público de personagens, obras de arte e histórias que ajudam a compreender a formação da capital.
A visita é gratuita, mas as vagas são limitadas a 40 participantes. A inscrição deve ser feita antecipadamente pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte, conforme a disponibilidade do cadastro para a edição.
O percurso dura aproximadamente duas horas. A organização recomenda que os visitantes cheguem com cerca de dez minutos de antecedência, usem roupas leves e calçados confortáveis e levem água e proteção contra o sol, como chapéu ou boné.
Depois da edição dedicada às personalidades políticas, o calendário de 2026 prevê mais um encontro no Cemitério do Bonfim:
29 de novembro: Arte e artistas no espaço cemiterial.