O Parque Municipal Américo Renné Giannetti completa 128 anos com programação gratuita em BH
Parque Municipal Américo Renné Giannetti completa 125 anos. Foto: Vander Bras
O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, uma das primeiras áreas verdes de Belo Horizonte e situado no Centro da capital, completa 128 anos nesta sexta-feira (26). Para marcar a data, a Prefeitura de Belo Horizonte organizou trilhas ecológicas ao público visitante.
Hoje, a Trilha das Borboletas já aconteceu, oferecendo aos participantes uma experiência educativa em meio à biodiversidade urbana do Parque Municipal de Belo Horizonte. Agora, a atenção se volta para a Trilha Histórico-Ambiental, que será realizada neste sábado (27), às 19h.
As atividades são gratuitas e cada trajeto comporta grupos de cinco a 25 participantes. Durante a trilha, os participantes conhecerão a história do parque, compreenderão sua importância ambiental e cultural, além de paradas estratégicas para observar a flora local, como o manacá de cheiro e a planta borboletinha, além de escutar o som do canalizado Córrego Acaba Mundo.
Além disso, o percurso, com ponto de encontro na praça em frente à administração do Parque, é acessível a pessoas a partir de 5 anos, que devem estar acompanhadas por um responsável legal. A trilha é ideal para famílias, grupos escolares e interessados em temas como biodiversidade urbana, conservação ambiental e educação para a sustentabilidade. Vale destacar que as atividades podem ser canceladas ou alteradas em caso de condições climáticas adversas.
Trilha Histórico-Ambiental – Sábado (27)
Saída: às 9h
Ponto de encontro: largo próximo à portaria da Afonso Pena, 1.377
O Parque Municipal Américo Renné Giannetti abriu as portas em 26 de setembro de 1897, inspirado nos parques franceses da Belle Époque e projetado pelo paisagista Paul Villon. Desde o início, ele se destacou como o patrimônio ambiental mais antigo de Belo Horizonte. Com seus 182 mil metros quadrados, abriga nascentes, fauna silvestre e uma flora diversificada, o que garante sombra, ar puro e o título de “pulmão da cidade”.
Com o crescimento da capital, o Parque perdeu parte de sua área original de 600 mil m² para construções importantes, como o Palácio das Artes e a Faculdade de Medicina da UFMG. Apesar disso, manteve-se como um refúgio natural no centro urbano. Hoje, tombado pelo IPHAN-MG, ele preserva bosques, lagoas, trilhas, espaços esportivos e monumentos históricos, recebendo mensalmente cerca de 500 mil visitantes.
Além de preservar a natureza, o Parque fortalece a cultura e a memória afetiva dos belo-horizontinos. Durante décadas, ele marcou gerações com brinquedos, passeios e registros fotográficos. Atualmente, continua a atrair o público por meio de uma programação gratuita e variada, que inclui eventos culturais ao ar livre. Assim, o espaço segue vivo como lugar de lazer, convivência e identidade da cidade.