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Dia Mundial do Gorila: conheça os animais da família do zoo de BH

Zoológico já precisou transferir gorilas para evitar conflitos entre o grupo; os animais são bastante territorialistas


Créditos da imagem: Reprodução / Freepik
História dos gorilas na instituição tem sido marcada por idas e vindas História dos gorilas na instituição tem sido marcada por idas e vindas

Mariana Cardoso Carvalho

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24/09/25 às 15:52 - Atualizado em 24/09/25 às 18:20
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Nesta quarta-feira (24) é celebrado o Dia Mundial do Gorila, data criada em 2017 para lembrar a importância da conservação dos primatas. O tema tem um significado especial em Belo Horizonte: até maio de 2024, o jardim zoológico da capital era a única instituição da América do Sul a abrigar gorilas da planície ocidental, subespécie ameaçada de extinção. Hoje, o espaço é a casa de Bu Bu, Imbi, Lou Lou e Anaya.


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Família

O grupo da capital mineira é formado pelas fêmeas Imbi, Lou Lou e Anaya, e pelo macho Bu Bu, trazido da Hungria para Belo Horizonte aos 27 anos, no final de 2024. Até maio do ano passado, os machos eram Leon, o pai, e Sawidi, Jahari e Ayo, seus filhos — da união de Leon e Lou Lou nasceram Sawidi e Anaya; depois, da união de Leon e Imbi vieram Jahari e Ayo.

Na época, os quatro machos foram levados para o Animalia Park, em Cotia, São Paulo, em decorrência da chegada da idade reprodutiva dos três jovens. É a fase em que, na natureza, surgem disputas pelo comando do grupo. Para evitar conflitos entre os mais novos e pai, o silverback (ou macho alfa), e garantir variação genética, a equipe de profissionais do zoológico optou pela transferência, em uma operação que contou com cuidados específicos de transporte e acompanhamento de tratadores.

Preservação

Idi Amin, ou Idi, como ficou conhecido, foi o primeiro gorila a conquistar os belo-horizontinos. Viveu no zoológico de 1975 a 2012, tendo marcado gerações de visitantes. Só em 2010, quando chegaram novos animais vindos da Europa, se tornou possível formar um grupo reprodutivo. Os filhotes vieram, enfim, entre 2014 e 2021.

O zoológico de Belo Horizonte participa de programas internacionais de manejo que buscam garantir diversidade genética e manter populações saudáveis em cativeiro. Desde 2010, por exemplo, integra o Programa Ex Situ de Gorilas da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (Eaza).

A expectativa é que, no futuro, tanto os animais de BH quanto os transferidos possam contribuir para novos núcleos de reprodução e, eventualmente, até para projetos de reintrodução na natureza.

Origem da data

O Dia Mundial do Gorila, que existe desde 2017, nasceu da comemoração dos 50 anos do Karisoke Research Center, em Ruanda. Esse centro de pesquisa é operado pelo Dian Fossey Gorilla Fund Internacional, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1967 pela primatologista norte-americana Dian Fossey.