Estudo revela alto interesse pelo torneio, expectativa de impacto positivo na economia e cautela em relação ao desempenho da Seleção Brasileira
Torcida brasileira na Copa de 2026
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, traçou um panorama sobre os hábitos de consumo, expectativas e o engajamento dos moradores de Belo Horizonte em relação à Copa do Mundo de 2026.
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O levantamento mostra que 68,02% dos belo-horizontinos pretendem acompanhar a competição. O interesse é mais elevado entre os homens, com 75,63% afirmando que assistirão aos jogos, enquanto entre as mulheres o índice é de 60,94%.
Entre aqueles que planejam acompanhar o torneio, a maior parte pretende assistir às partidas em casa. A televisão aberta aparece como o principal meio de transmissão escolhido pelos entrevistados, concentrando 61,90% das preferências.
A pesquisa também identificou potencial de consumo relacionado ao evento. A compra de camisas é o item que mais desperta interesse entre os entrevistados, sendo citada por 48,21% dos participantes e liderando as intenções de compra em todos os segmentos analisados.
No campo econômico, a percepção predominante é de que a Copa deve trazer benefícios para a cidade. Mais da metade dos entrevistados (55,95%) acredita que a atividade econômica de Belo Horizonte tende a melhorar, ainda que de forma moderada, durante a realização do torneio.
Em relação ao entusiasmo com a competição, 47,62% afirmam estar com o mesmo nível de animação registrado na Copa anterior. Por outro lado, 32,74% dizem estar menos animados com o evento.
As expectativas em torno da Seleção Brasileira também refletem cautela. A fase mais apontada pelos entrevistados foi as quartas de final, mencionada por 29,17% dos participantes. Apenas 11,31% acreditam que o Brasil conquistará o título mundial em 2026.