Espaço abrigou o Mercado Municipal entre 1900 e 1929, antes de se tornar terminal de passageiros
Terreno na Afonso Pena passou por três funções até virar ponto de embarque em 1971
O atual Mercado Central de BH, conhecido por atrair turistas e moradores com seus queijos, artesanatos e especiarias, nem sempre esteve onde está hoje.
Inaugurado em 1900 como Mercado Municipal, o primeiro espaço de abastecimento da cidade funcionava na avenida Afonso Pena, onde hoje está a rodoviária da capital mineira.
A estrutura, feita em ferro belga, foi erguida no cruzamento entre a avenida e a rua Guaicurus e reunia comerciantes de frutas, verduras, carnes e outros produtos. A escolha do ponto seguia o plano urbanístico da nova capital, projetada para ser moderna e funcional.
Em 1929, o prédio foi demolido. No mesmo ano, o mercado ganhou nova sede, instalada no antigo campo de futebol do América, entre as ruas Curitiba e Santa Catarina e a avenida Augusto de Lima. É nesse endereço que o Mercado Central opera até hoje.
A transferência marcou uma nova etapa para o comércio popular da cidade, e o novo espaço rapidamente se consolidou como referência cultural e econômica.
Desde então, o mercado passou por diversas reformas, mas manteve seu papel como vitrine da identidade gastronômica e artesanal de Minas.
Após a demolição do antigo mercado, o terreno foi ocupado, em 1955, pela chamada Feira Permanente de Amostras. A proposta era abrigar exposições de produtos mineiros e fomentar negócios.
Com o tempo, no entanto, o local passou a receber um fluxo cada vez maior de passageiros em trânsito, funcionando na prática como ponto informal de embarque e desembarque.
Em 1941, a área foi oficialmente definida como terminal rodoviário da cidade. O edifício da feira foi demolido em 1965 para dar lugar à nova construção.
A rodoviária de Belo Horizonte foi inaugurada em 1971 e continua sendo um dos principais pontos de entrada e saída da capital.