Capital mineira manteve a quinta colocação no ranking nacional que avalia bem-estar, oportunidades e acesso a serviços essenciais
Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte
Belo Horizonte ocupa a quinta posição no ranking de qualidade de vida entre as capitais brasileiras, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026. O levantamento analisa os 5.570 municípios do país com base em indicadores relacionados às necessidades básicas da população, bem-estar e oportunidades.
Leia mais:
Na escala de 0 a 100, a capital mineira alcançou 69,66 pontos. Curitiba lidera o ranking das capitais, com 71,29 pontos, seguida por Brasília, São Paulo e Campo Grande.
O IPS é elaborado por meio de parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a iniciativa Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative, com atualização anual.
Belo Horizonte repetiu a colocação obtida no levantamento anterior. Em 2025, a capital mineira também apareceu na quinta posição entre as capitais brasileiras, com pontuação de 68,22.
No índice, os municípios são divididos em grupos de 1 a 9, conforme o desempenho social. As cidades classificadas nos grupos 1, 2 e 3 apresentam melhores indicadores de progresso social, enquanto os grupos 7, 8 e 9 concentram os piores desempenhos.
O Índice de Progresso Social avalia a capacidade dos municípios de atender necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para que a população desenvolva seu potencial.
Para calcular o desempenho das cidades, o estudo utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, com base em dados públicos atualizados e de ampla cobertura territorial.
A metodologia está dividida em três grandes áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
Entre os critérios analisados pelo IPS estão indicadores relacionados à saúde, educação, segurança pública, acesso à água e saneamento, moradia, conectividade digital, meio ambiente e inclusão social.
O estudo também considera fatores como expectativa de vida, cobertura vacinal, homicídios, acesso ao ensino superior, áreas verdes urbanas, qualidade da internet, violência contra mulheres e oportunidades de emprego para pessoas com formação superior.
Na área de necessidades humanas básicas, o índice avalia aspectos como alimentação, saúde, moradia e segurança.
Já os fundamentos do bem-estar incluem educação básica, saúde e qualidade ambiental. O eixo de oportunidades mede indicadores ligados a direitos individuais, inclusão social e acesso ao ensino superior.
Além do desempenho de Belo Horizonte, o levantamento destacou Minas Gerais como o único estado brasileiro com cidades presentes tanto entre os 20 melhores quanto entre os 20 piores índices de qualidade de vida do país.
Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, aparece entre os municípios com melhor desempenho nacional no IPS 2026.