Gastronomia

Culinária franco-mineira participa do Fartura

Festival Fartura terá degustação de suflê do chef Rodrigo Fonseca


Créditos da imagem: Reprodução
Chef do restaurante Taste Vin fala sobre suflês e vinhos

Redação - SouBH

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21/01/15 às 19:30 - Atualizado em 06/02/26 às 16:51
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Por Camila de Ávila, jornalista Sou BH

Nos dias 27 e 28 de setembro, sábado e domingo, a
Praça Mendes Junior , no Circuito Cultural Praça da Liberdade, receberá a
primeira edição do Festival Fartura BH. Serão cerca de 80 espaços dedicados à
venda de comida e bebida, 32 cursos e degustações, e 18 atrações musicais. O
chef do restaurante francês Taste Vin, Rodrigo Fonseca, que terá uma barraca de
degustação no Fartura, conversou com o Sou BH sobre suflês e vinhos.

Segundo o restauranter, mesmo a
cozinha mineira tendo um sabor tão característico, a comida francesa não perde
para ela. “Como o restaurante tem um bom movimento, sempre, acho que os
mineiros gostam. Mas não creio que a maioria das pessoas escolha um restaurante
pela especialidade, e sim pela combinação comida, ambiente, preço, vinhos,
localização e conveniência”, explica o chef.

No
Festival Fartura, Rodrigo apresentará a degustação de suflês. Segundo ele, o
prato já se “abrasileirou”. “Pode ser feito com ingredientes brasileiros,
entretanto a técnica de elaboração não é brasileira”, explica sobre este prato
francês que pode ser feito de forma a se tornar mineiro. “Pode-se fazer o soufflé
com ingredientes mineiros, por exemplo, temos um ‘soufflé mineiro’ no cardápio desde que abrimos. Leva surubim
defumado e queijo gruyère. O surubim
já foi abundante no rio São Francisco, de grande importância para Minas, e que
tem no estado sua nascente. A bacia leiteira do sul de Minas é a mais
importante do Brasil na produção de queijos finos. Esta combinação de
ingredientes deu origem ao nome do soufflé”,
explica.

Como toda receita
francesa, o suflê combina de forma graciosa com o vinho. O chef Rodrigo explica
que tem que se ajustar com os ingredientes. “A combinação vai depender do
ingrediente principal do soufflé, por
exemplo, o de camarão fica melhor com vinho branco, de gruyère suíço fica melhor com tintos. E ainda há diversos que combinam
com branco e com tinto”, conta.

Mas é a cerveja que vem ganhando
status de bebida para degustação em Minas Gerais, com a abertura de novos bares
e microcervejarias. Para Rodrigo, a cerveja não compete com o vinho. “As
cervejas de qualidade vão, certamente, propiciar o desenvolvimento da cultura
gastronômica dos consumidores. Atiçar a curiosidade gastronômica e desenvolver
os sentidos é muito bom para o mercado de vinho também! Alguns dos países onde
o consumo de cerveja é muito elevado, o de vinho também o é. E os consumidores
ganham muito por sair da mesmice. Tem gente que passa a vida tomando uma mesma
marca de cerveja, o que é, convenhamos, uma ‘pobreza’”, explica.

O vinho está presente de forma muito
intensa na história da humanidade. Pode-se apontar Baco, em Roma, Dionísio, na
Grécia, o vinho transformado em sangue, no Cristianismo, e a oração sobre o
vinho no Shibut, no Judaísmo. É uma bebida que carrega consigo uma história e
uma reverência que remete a religião, e também é considerado uma das bebidas
mais sofisticadas. “O vinho evoluiu
tremendamente ao longo dos séculos/milênios, até se tornar o que é hoje. Está
muito relacionada com a história da humanidade, de diversas formas. Poderíamos
dizer que atualmente as ‘funções’ principais do vinho são duas: sociabilização
e acompanhamento de comidas”, conta.