Folhetim de Aguinaldo Silva, que estreia nesta segunda-feira (20), conta com quarteto de atores nascidos em Minas Gerais
Amaury Lorenzo, um dos talentos mineiros que integram o elenco da novela, dá vida ao motorista de ônibus Gilmar
Nesta segunda (20), quem acompanhar a estreia de ‘Três Graças’, nova novela das nove da Globo, poderá reconhecer atores mineiros na telinha. Amaury Lorenzo, Andreia Horta, Rejane Faria e Tulio Starling integram o elenco do folhetim que marca o retorno do autor Aguinaldo Silva.
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Amaury Lorenzo, mineiro de Congonhas, interpreta Gilmar, um funcionário de uma viação de ônibus que se divide entre o trabalho e o amor pela personagem Gerluce, vivida por Sophie Charlotte. Segundo o ator, o personagem representa o brasileiro comum, movido pela fé na vida e pelo sentimento genuíno de amor.
Ele acredita que o público poderá se reconhecer em Gilmar, graças à simplicidade e à alegria que o personagem transmite, e que essa figura popular traz à trama um olhar mais humano, equilibrando as tensões dramáticas de outros núcleos.
Natural de Juiz de Fora, Andreia Horta dá vida à Zenilda, esposa de Santiago Ferrette, interpretado por Murilo Benício. Advogada de formação, a personagem abandonou a profissão para se dedicar ao marido e aos filhos, mas começa a repensar o papel que assumiu ao longo de 25 anos de casamento.
A atriz descreve Zenilda como uma mulher que reúne leveza e força, e que passa por um processo de redescoberta pessoal. O conflito central da personagem gira em torno da traição do marido com a melhor amiga, Arminda, vivida por Grazi Massafera. Andreia avalia que o drama, embora doloroso, revela a inteligência emocional da personagem e sua busca por uma forma de reagir sem recorrer à violência.
Já a belo-horizontina Rejane Faria interpreta Chica, uma mulher expansiva, faladeira e curiosa sobre a vida dos outros. A personagem é mãe, esposa, sogra e avó, mas está mais interessada nas histórias alheias do que na própria.
Segundo Rejane, Chica é essencial para trazer leveza à narrativa. O núcleo popular, que conta também com Augusto Madeira, Juliana Alves e Otávio Muller, mescla humor e afeto em uma dinâmica familiar desajustada, mas amorosa. A atriz acredita que esse equilíbrio entre comédia e humanidade é o que torna o grupo tão próximo do público.
Vivendo seu primeiro papel fixo em uma novela, Rejane tem conciliado as gravações no Rio de Janeiro com a agenda de teatro em São Paulo. Ela considera essa fase uma das mais intensas e gratificantes da carreira, marcada por dedicação e entusiasmo.
Também belo-horizontino, Tulio Starling é José Maria, médico idealista que atua na Fundação Ferrette, presidida pelo personagem de Murilo Benício. Além de atender em sua clínica particular, José Maria realiza trabalho voluntário na comunidade da Chacrinha, movido por uma visão humanista da medicina.
Tulio apresenta o personagem como alguém comprometido com o papel social da profissão, mas que acabará envolvido em um esquema de corrupção e falsificação de remédios dentro da própria fundação. O conflito deve abalar profundamente sua relação com a mãe, também ligada à instituição.